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Semana de turista (week 9)

Aqui vem mais uma semana minha na Austrália! Como são férias, esta semana aproveitei para ir passear e conhecer um bocado mais de Sydney e de Melbourne.

Segunda-feira, 17 de Abril:

Depois de um dia de Páscoa bem passado, segunda-feira a família reuniu-se novamente para me mostrar Sydney. Num passeio de oito quilómetros com direito a vistas incríveis, explicações, uma deliciosa pizza e mil sessões fotográficas, caminhámos então pela marina da cidade de forma a mostrar-me as maiores atracções da cidade. No meio de imensos prédios modernos, às vezes passa-se por zonas com edifícios antigos - edifícios que os ingleses construíram quando colonizaram a Austrália que são agora património e não podem ser destruídos  - o que dá um ar giríssimo às ruas!

Eu com a minha família australiana! O Arsénio, a Carla e a Amélia




À tarde, já um bocado cansados, a Amélia e o Arsénio seguiram para casa e eu, a Carla e o Misel seguimos para a Sydney Tower Eye - uma torre com 300metros de onde se tem uma vista incrível sobre a cidade.






Para acabar o dia em grande, fomos a um café descansar e beber sumos naturais e comprar chocolates maravilhosos para celebrar a Páscoa. À noite, não fôssemos uma família portuguesa, comemos bacalhau no forno que deu para matar as saudades que eu tenho da comida de casa. Completamente estourados do dia de passeio, às oito da noite já não havia ninguém acordado em casa.




Terça-feira, 18 Abril:

Recomeçando a semana de trabalho (aqui segunda-feira de Páscoa também é feriado), a Amélia teve de ir trabalhar e portanto passei o dia com o Arsénio.
Depois de uma breve visita a casa onde trabalha a minha prima, seguimos para Bondi Beach - a praia mais famosa de Sydney que, na verdade, não é nada de especial. Para almoçar, fomos a Petersham (a zona portuguesa de Sydney) e comemos um frango assado com batatas fritas no Silvas, um restaurante de uma família madeirense.

Bondi Beach

A tarde foi passada a descansar pois o dia para mim ainda ia ser longo (e para o Arsénio que, sendo um anjo, se disponibilizou para me dar boleia). Depois de jantar, eu e o Arsénio fomos para o aeroporto onde eu iria apanhar o avião para Melbourne (embora tenha conseguido enganar muitos de vocês, o voo que apanhei não foi para Portugal mas sim para outra cidade da Austrália onde me iria encontrar com uma rapariga portuguesa, a Rebeca).


Depois de um rápido voo de 45 minutos, assim cheguei a Avalon - um aeroporto completamente vazio no meio de nada e onde apanhei o SkyBus para a cidade. Já em melbourne, depois de uma tentativa de adormecer falhada graças a um indiano que veio a gritar o tempo todo, chamei um taxi - a minha net não estava a funcionar e então lá tive de dar o meu rim em troca de uma viagem de taxi de menos de um quilómetro que custou $10 - que me deixou à porta de um edifício que me pareceu demasiado fancy para ser a casa certa. Passado uns minutos a deambular pela zona a tentar encontrar o edifício correto, a Rebeca confirmou-me que o taxista me tinha deixado no sítio certo e lá fui ter com ela.


Quarta-feira, 19 Abril:

Quarta-feira, como o tempo estava óptimo, aproveitámos para ir a St. Kilda, uma praia em Melbourne, e para beber uma cerveja com vista para o mar enquanto partilhávamos as nossas experiências de duas portuguesas no outro lado de mundo. Estando aqui já há oito meses, a Rebeca é também uma das pessoas ideais para me aconselhar viagens e planos para fazer enquanto estou aqui.


$10 por uma cerveja à beira mar.. Que saudades que tenho de Portugal!



Ao final da tarde, a Rebeca, a Kristina (uma das colegas de casa da Rebeca), a Gwen (uma francesa amiga delas) e a Janet (uma rapariga do Taiwan que está a fazer intercâmbio em Wollongong mas que também veio passar aqui as férias) e eu juntámo-nos na sala para pre-games antes de seguirmos para a maratona de bares.
No primeiro, Sister Bella's, juntou-se a nós o Hassam, um amigo da Rebeca - para me dar uma experiência óptima em Melbourne, a Rebeca fez questão de convidar os amigos dela para virem sair connosco e para eu os conhecer!
Depois de uma ida rápida ao Domino's (onde fiquei destroçada por saber que aqui não têm as pizzas a $5), seguimos para o Curtin House - um bar no último andar de um edifício que é incrível para noites agradáveis. Aqui juntou-se mais gente ao nosso grupo, ficando já um grupo considerável.

A excitação da reunião de duas portuguesas numa quarta-feira à noite

A Rebeca, o Chris, a Janet, a Kristina, a Gwen, a Sophie e eu - Curtin House



Já com algumas desistências, seguimos para o Shaw Davey Slum onde conheci o Keil e o Harry, dois australianos do clube de Surf da universidade de Melbourne (onde a Rebeca estuda). 
Foi também nesta noite que oficializei o meu programa de intercâmbio na Austrália. Depois de me fazer beber cerveja da sapatilha, o Harry deu-me a provar uma tosta de vegemite (agora já posso pedir a nacionalidade australiana e ninguém vai questionar a pertinência). 


Quinta-feira, 20 de Abril:

Depois de uma manhã passada a descansar, à tarde eu, a Rebeca e a Kristina fomos para casa de uns amigos delas, onde passámos a tarde a conversa a aproveitar o bom tempo. 

Ao final da tarde, eu e a Rebeca seguimos para um passeio pela cidade onde ela me esteve a mostrar alguns dos pontos mais importantes da cidade, centros comerciais incrivelmente giros e me deu a provar uma bebida asiática maravilhosa de que nunca tinha ouvido falar e que aqui há em todo o lado - Gong Cha.

Depois de repormos energias com um hambúrguer no 8bit, fomos aproveitar a noite quase de verão que estava e fomos passear para a marina de Melbourne.







Sexta-feira, 21 de Abril:

Logo de manhã, depois de uma ida ao Aldi para nos prepararmos com um kit de sobrevivência de snacks, seguimos para a Avis para ir buscar o carro que alugámos. Embora com algumas dificuldades a perceber como funciona um carro automático, lá fomos nós e o nosso KIA cheio de comida rumo à Great Ocean Road - perto de Melbourne existe uma estrada quase sempre à beira mar que passa por algumas das praias mais famosas desta área e esse foi o destino escolhido para o final desta semana.

No meio do caminho, e dado que não tínhamos pressa para chegar a lado nenhum, metemo-nos no meio de um parque natural - You Yangs Regional Park - onde ainda vimos um mini canguru a fugir da estrada quando passámos. 
Depois de nos perdermos no meio do parque e de hesitarmos se o carro sobrevivia intacto àquela estrada (caso contrário teríamos de pagar 4mil dólares), lá seguimos caminho rumo a Lorne, uma das primeiras vilas pertencentes à Great Ocean Road.

You Yang Regional Park


View Great Ocean Road


Em Lorne, depois de comermos uma pizza maravilhosa num restaurante incrivelmente vazio, seguimos para uma loja em segunda mão (uma maravilha a que ninguém aqui resiste) onde comprei o pijama mais giro de sempre (e que só vou usar depois de uma lavagem a 1000 graus). Compras feitas e com muita vontade de descansar, fomos para a praia de Lorne onde a Rebeca ainda se aventurou para ir à água e eu fiquei meia a dormir e a apanhar sol.



Ao final da tarde e quando começou a ficar um bocado de frio, seguimos viagem em direcção a Apollo Bay, a segunda vila da famosa estrada. Com uma breve paragem numa zona com uma paisagem linda onde aproveitámos para fazer umas filmagens incríveis, lá chegámos ao destino. 
Embora a ideia inicial da viagem (já há umas semanas) era acampar algures por aí, a temperatura não era muito convidativa a tais planos, pelo que fomos procurar um hostel. Acabámos por ficar no Surfside Backpacker, um hostel que a Rebeca já conhecia por ter ficado lá durante um surf camp.

Great Ocean Road

Depois de um passeio ao centro da cidade para ir comprar algo para comer (e depois de nos rendermos ao nosso primeiro Mac'n'Cheese de sempre - nunca nenhuma de nós tinha provado), ficámos a trabalhar um bocadinho (ok, admito, ela a trabalhar e eu agarrada ao telemóvel) e fomo-nos deitar.


Sábado, 22 de Abril:

De manhã, depois de um saltinho à loja em segunda mão de Apollo Bay onde comprei um camisolão e uma camisa, lá seguimos viagem rumo ao destino final da Great Ocean Road - a praia dos 12 Apóstolos (12 Apostles).
E, embora as expectativas fossem altas (tão altas que eu andava com um fato de banho por baixo da roupa), o tempo piorou de uma forma repentina e nem as paisagens eram bem visíveis - e mesmo assim havia imensos turistas.



12 Apostles



Como o tempo estava mau e não dava sinais de melhorar, decidimos voltar um dia mais cedo para Melbourne (e assim poupar no aluguer do carro) e dedicar o domingo ao estudo.
No entanto, a meio da autoestrada o tempo ficou excelente pelo que nos aventurámos por umas ruas perpendiculares de terra em busca de um lago ali na zona.





Quando chegámos a Melbourne, aproveitámos o facto de ter carro e decidimos ir dar mais uma volta turística. Assim, estacionadas no centro, fomos ver o Shrine of Remembrance - um memorial para os homens e mulheres que serviram o país na primeira guerra mundial. Como na cidade estava uma temperatura super agradável, acabámos por caminhar até ao rio que atravessa Melbourne e ver assim todos os pontos turístico - incluindo a famosa Hosier Lane.


Vista do Shrine of Remembrance

centro de Melbourne

Hosier Lane - a famosa rua dos graffitis de Melbourne


Depois de um jantar maravilhoso em China Town onde a Rebeca me levou a provar dumplings, voltámos para casa para descansar.

A Rebeca com as nossas cervejas chinesas


Domingo, 23 de Abril:

Com o dia de hoje reservado para o estudo, a Rebeca partiu para a universidade às nove da manhã, onde eu me juntei passado umas horas (e depois de me ter perdido na cidade).
Assim, depois de um longo dia de estudo na School of Design da Universidade de Melbourne, seguimos para o Bunnings (o famoso sítio de bricolage) para a Rebeca comprar material para a maquete dela e depois para um café em Melbourne Central - um centro comercial - onde lanchámos.

Escola de Design da Universidade de Melbourne

Energias repostas, depois voltámos para a universidade e estivemos a estudar mais um bocadinho - é inacreditável como é um domingo à noite no último dia de férias e a universidade estava cheia de estudantes a trabalhar.
Às dez e meia lá desistimos e desde então que estou em casa da rebeca agarrada ao tablet para assistir as eleições da ESN Internacional: Parabéns João, Tim e Jeroen!


Assim acabou mais uma semana da minha vida aqui na Austrália. Amanhã começam as aulas (felizmente tenho segundas feiras livres) e isso significa que tenho de voltar em breve para Wollongong. Amanhã é portanto o meu último dia em Melbourne!

Beijinhos a todos!

P.S.: Depois das regras super restritas com álcool, hoje no Bunnings descobrimos que menores de 18 anos não podem comprar tintas. Achei que deviam saber.


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Chegou a Páscoa! (Week 8)

Mais uma semana passou e aqui estou eu para contar o relato!

Segunda-feira, 10 de Abril:

Depois de ter ficado até às tantas a trabalhar no essay para MGNT110, segunda feira de manhã tive de ir a biblioteca antes das nove para entregar os livros que tinha trazido de lá. Assim, de fato de treino (com pijama por baixo), óculos de sol e chinelos, lá fui eu na minha caminhada matinal depois da qual iria direitinha para a cama. "Vantagens de viver no campus", pensava eu quando saía de casa no meu melhor outfit, "nem preciso de me vestir, e só deixar isto lá e voltar para a cama". E, embora seja raro encontrar pessoas que conheça quando ando no campus, claro que desta vez tinha de acontecer. Depois de me cruzar com vários colegas de engenharia, fui abordada por um grande grupo de estudantes nepaleses perdidos e que tive de levar ao destino final.

Horas de sono recuperadas (mas cansaço não), passei o dia deitada no sofá de casa a ver séries e mais séries, a aproveitar a pausa entre obrigações para a universidade.

Como a Páscoa é este fim de semana, esta semana já há muito poucas aulas (algumas foram canceladas, outras passaram a ser online) e, por isso, o pessoal começa a voltar a casa. Assim, como a Jess ia para casa na terça, decidimos ir sair todos juntos na segunda feira.
Depois de uns pre games em casa acompanhados de sangria, apanhamos boleia do Jacob (que em breve receberá o titulo de taxista oficial de cá de casa) e fomos para o Pepe's - o bar na praia para onde tinha ido uma vez trabalhar num essay. 
Num ambiente muito diferente do que eu conhecia para aquele bar, lá nos divertimos imenso na ultima noite da Jess aqui em Wollongong até a segunda parte do semestre. Mas essa diversão não durou muito quando, depois de termos adormecido durante uns segundos nos sofás do bar, eu e a Abby fomos expulsas como se fossemos criminosas - no caminho para a porta, a Abby parou uns segundos para esperar por mim e o segurança empurrou-a com um "keep walking".Abandonadas fora do bar (pelos vistos os nossos amigos não fizeram questão de nos acompanhar) e em frente à praia, decidimos ir dar um passeio e molhar os pés no mar.
Quando voltámos (e ainda abandonadas), conhecemos um grupo de estudantes noruegueses em que um deles vive no mesmo sítio que nós, pelo que nos juntámos ao Johannes e chamámos um Uber para voltar para casa.

Terça-feira, 11 de Abril:

Logo de manhã, saí de casa e fui ao gabinete da professora regente de AUST101 com quem tinha combinado uma conversa. Depois de rever o meu essay e de lá mudar a minha nota para um 73%, a professora ainda esteve a fazer várias perguntas sobre a minha experiência na Austrália e a oferecer-se para qualquer coisa que eu precise enquanto estou cá (alerta: ela associou as minhas residências a baratas mal soube que estava a viver em old Kooloobong. Já encontrámos várias lá por casa mas será que isto significa que ainda iremos encontrar muito mais?)

Depois de uma visita rápida ao centro comercial, a Abby e eu seguimos para a aula teórica de AUST101. Acabada a aula com um terço dos alunos que estavam lá no início, segui para a minha aula prática de ENGG461 onde íamos ter a primeira apresentação - assim, o Devin e o seu grupo, todos extremamente bem arranjados, lá falaram durante uma hora sobre o NBN - o projecto falhado de implementar fibra na Austrália (caso não tenha dito antes, a internet australiana é extremamente má, sendo pior do que a de vários países africanos).
No final da aula, o professor regente da cadeira (de quem toda a gente se queixou na semana passada) entrou na sala e, no meio da conversa e com um sorriso na cara, disse que ia ter uma reunião com o director da faculdades porque aparentemente muita gente se tinha queixado dele e que, com sorte, seria despedido.

Às seis, lá segui eu para o Unibar onde tinha uma reunião do Outdoor Club - depois de ter conhecido a coordenadora de eventos do clube e de me ter voluntariado para ajudar no que fosse preciso, aparentemente fiquei na direção do clube (sem nunca sequer ter pago os $5 de inscrição para ser membro regular).
Com actividades organizadas de quinze em quinze dias, o outdoor club é o clube mais fixe que encontrámos até agora na Uni - para além de caminhadas, eles organizam também pubcrawls e, em Julho, uma caminhada com campismo na Tasmânia.

Quarta-feira, 12 de Abril:

Sendo um dos meus dias livres, quarta-feira é um dos dias em que dá para aproveitar para fazer mais coisas. Assim, antes de almoço, segui para o training do AIME (projecto de voluntariado em que me meti), onde conheci mais sobre o mesmo e parte da equipa.

Quando acabou, fui com o Daanish para o centro da cidade para tentar entregar CV's em lojas e ver se encontramos algum part-time ou trabalho casual. Depois de uma maratona de lojas e de "candidatem-se" pelo site, voltámos para casa.
Ao final da tarde, voltei para o centro da cidade com o Jake e o Marcus pois tínhamos combinado ir a um bar chamado Humber para um beer tasting grátis. Destroçados ficámos quando, ao chegar lá, descobrimos que o evento tinha sido cancelado (e não tinham avisado ninguém).

Como é quarta, é dia de Meet and Eat. Assim, lá fomos aproveitar a comida grátis - desta vez Tacos - antes de começarmos a fazer o trabalho de grupo. Quando acabámos, o Denver e o Jake juntaram-se então a mim e começámos a organizar as nossas ideias para o debate de ENGG440.

Quinta-feira, 13 de Abril:

Para começar o dia, nada como uma aula teórica com o frustrado do professor de ENGG440 e ENGG461 que aproveitou a aula teórica para desabafar sobre a conversa dele com o diretor da faculdade e de como está magoado com a atitude dos alunos.
Seguida da aula prática de ENGG440 onde começaram os debates, descobrimos que todas as nossas notas das duas disciplinas foram removidas do sistema pois estão a sofrer uma segunda avaliação (embora sejamos nós que temos os testes connosco, portanto ninguém sabe muito bem que segunda avaliação é esta).

á tarde fui com o Markus e a Abby descobrir o jardim botânico em frente à universidade e onde ficamos a apanhar sol deitados nos relvados.
Quando voltámos, houve uma mini reunião lá em casa com o Jake, o Marcus, a Ang e a Abby em que estivemos a falar de uma possível ida ao Outback (deserto Australiano) embora seja uma viagem cara por ser no meio do nada.

Como ainda tinha de ir ao centro comercial à noite (embora costume fechar as seis, as quintas feiras as lojas ficam abertas até mais tarde), aproveitei e ainda fui ao Eat Street Market, um festival de comida de rua de todo o lado do mundo onde aproveitei para comer um StroopWafel - e, no meio de mil e uma bancas (inclusive duas holandesas), não havia uma única portuguesa.






Sexta-feira, 14 de Abril:

Para começar bem a altura da Páscoa, sexta-feira de manhã eu e a Abby (as únicas que ainda estavam em Wollongong), juntámo-nos a adventure co community para uma caminhada. Assim, às oito e meia da manhã encontrámo-nos com o Temo, um estudante alemão de intercâmbio, e a Kate, uma australiana com quem íamos de boleia e seguimos a nossa viagem para Belmore, onde era o meeting point com o resto do grupo.
Depois de uma breve caminhada de 40 minutos sempre a conversa com o resto do grupo, chegámos às fantásticas Belmore Falls, uma zona de cascatas gigantes e com uma paisagem espectacular (e água ridiculamente fria que congelou os pés a toda a gente).
Como o grupo estava todo com vontade de ficar mais tempo junto e ainda era cedo, fomos todos para o famoso "Robertson Pie Shop", onde comemos uma meat pie (super típico australiano) e depois seguimos para outra zona com cascatas bonitas, onde estivemos a descansar e a apanhar sol.

Quando voltámos para Wollongong, eu e a Abby seguimos para o hospital porque ela apanhou uma conjuntivite e o medico do campus estava fechado por ser sexta feira santa. Depois de menos de uma hora à espera, já estávamos prontas e a sair do hospital, sem qualquer complicação.
Como era suposto eu ter ido para Sydney hoje, a minha prateleira do frigorífico estava vazia. Mas, dado que fiquei para ajudar a Abby, tinha então de ir as compras para ter algo que comer até domingo.
Depois de uma jornada impossível à procura de um supermercado aberto (embora fosse durante a tarde de uma sexta feira), lá tivemos de recorrer a um mini mercado chinês em que nem tinha bem certeza do que é que estava a comprar.



Sábado, 15 de Abril:

Embora tenha prometido que ia começar a adiantar trabalho para a week 9 da universidade (que vai ser de doidos), sábado ficámos o dia todo no sofá a intercalar episódios de séries e sestas (e comecei a ver o 13 reasons why).

Foi também a primeira vez que senti silêncio absoluto em Kooloobong, excluindo os pássaros. Como é Páscoa, quase toda a gente foi passar o fim de semana a casa e, por isso, não se vê uma alma viva nas residências.

Entretanto chegou a Bec, que tinha ido a Canberra, para acabar de preparar a mala para a viagem à Tailândia - a Abby e a Bec vão passar as férias a Tailândia, plano ao qual infelizmente não me juntei por ser demasiado pouco tempo em relação ao preço da viagem.

Domingo, 16 de Abril:

E chegou a Páscoa!
Como combinado, às onze da manhã a minha prima Carla e o namorado vieram-me buscar as residências. Chegados a Sydney, viemos deixar as coisas a casa, apanhar a minha prima Amélia e o Arsénio e seguimos para casa de uns amigos deles. E assim, sem querer, acho que fui parar à Páscoa mais Páscoa que alguma vez tive!
Com bolos de bacalhau, cabrito e 25 portugueses que vivem em Sydney todos reunidos, assim começámos o almoço de Páscoa e que, não fôssemos nós bons portugueses, se transformou no dia inteiro.

Embora já conhecesse vários do festival português, conheci mais membros integrantes deste grupo de portugueses que se reúne frequentemente aqui em Sydney que abrange desde casais que já estão aqui há cerca de quarenta anos como casais que se mudaram há dois depois de se terem apaixonado pelo país. E, não fosse o mundo um sítio tão pequeno, um deles é um engenheiro mecânico formado em Coimbra há 25 anos com vários professores em comum comigo.

Assim foi o meu dia de Páscoa: diferente mas super interessante!



Escrevo este post depois de uma sestinha de duas horas e vou me deitar agora que amanhã vou descobrir a cidade de Sydney com a minha família.
Beijinhos!

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Segredo da Amizade (Week 7)

Com a sétima semana da minha vida na austrália veio a descoberta do segredo para a amizade. Mas primeiro a minha semana:


Segunda-feira, 3 Abril:

Segunda-feira, depois de um fim-de-semana a passear, é dia de estudo. Assim, passei o dia fechada em casa a assistir às aulas de MGNT110 online (aqui todas as aulas teóricas são também gravadas e estão disponíveis no moodle) e a estudar. À noite, depois de acabar toda a matéria, lá fiz o teste online sobre o que acabei de estudar.

Terça-feira, 4 Abril:

Logo de manhã, depois da aula de MGNT110, segui para a Exchange Fair da minha universidade - para promover a mobilidade, o departamento de relações internacionais organizou uma feira com barraquinhas para cada programa de intercâmbio. Assim, e como me voluntariei para ajudar, passei a manhã inteira na mesa mais miserável de todas disposta a tirar dúvidas a qualquer pessoa que estivesse interessada em vir pelo meu programa de mobilidade (se houvesse alguma). Embora faça parte da Europa, o meu programa de mobilidade - eu vim pela Utrecht Network - foi isolado a umas boas mesas de distância, fazendo com que apenas eu e a uma rapariga da Dinamarca estivemos a promover este tipo de mobilidade.





Depois de um almoço muito à pressa, segui para a minha aula teórica de AUST101 onde teria uma convidada especial. Bronwyn Carlson, uma professora de história de raízes aborígenes, veio-nos dar uma palestra de como é a actual relação da "Austrália" e dos seus nativos (que, ironicamente, até há pouco tempo não eram considerados australianos). Por exemplo, sabiam que em 2008 um aborígene foi detido por condução sob influência de álcool, levado nas traseiras de uma carrinha durante 800km (durante o verão e sem ar condicionado) e chegou morto ao destino final? Não foi há assim tanto tempo, um detido cozeu até à morte e os resultados não são muitos quando se pesquisa por isto na internet.

A aula de ENGG461 foi mais soft: depois de sortearmos as datas das apresentações de cada grupo, estivemos a dar matéria e ainda saímos meia hora mais cedo.

Depois de jantar, fiquei por casa para escrever o blog da semana passada (o que ainda me rouba cerca de 4h de cada vez).

Quarta-feira, 5 Abril:

Depois de madrugar para uma consulta no médico (pelos vistos a minha perna ainda vai demorar uns mesitos a curar), segui para a biblioteca para arranjar um spot para o resto do dia. Enfiada no nível um (o mais silencioso de todos) e de fones nos ouvidos, lá comecei eu a tentar fazer o meu trabalho de ENGG461.
No meio de muitas distracções - uma delas que implicou a compra de bilhetes para ver o Chet Faker na Sydney Opera House!!! - lá consegui adiantar um bocado do trabalho de forma a ter dúvidas e poder começar a participar em todas as conversas sobre o assunto. Ao final da tarde, o Devin juntou-se para me vir ajudar, acabando por ser eu a explicar-lhe como fazer certas partes.

Hoje também foi o dia de receber notas: embora tenha tido um 90% a MGNT110, o essay de AUST101 valeu-me um 69%, o que me deixou um bocado desiludida pelo trabalho que tinha (não interessa que tenha sido feito na véspera).


Quinta-Feira, 6 Abril:

Embora tenha faltado à aula teórica de ENGG440, às aulas práticas isso não é possível. Assim, às dez e meia e a muito custo, lá me juntei ao Jake na aula em que estivemos a rever os testes (recebi novamente um 84%, curiosamente a nota máxima que se pode ter sem entrar no limite do "Muito Bom").

Depois da aula, juntei-me à Abby por uma visita à "UOW Health & Wellbeing Expo", acabando as duas super desiludidas quando não conseguimos comida grátis.
À tarde foi altura de ir à minha primeira aula teórica de MGNT110 em muito tempo (tem chovido torrencialmente todas as quintas a esta hora então acabo sempre por desistir de ir) e depois à aula prática de AUST101 onde aprendemos uma das lições de vida mais importantes (e estúpidas) da UOW: " Aqui não há 100% portanto considerem um 90% como se fosse a nota máxima" - ao ser questionada porquê, a professora justificou com "Há sempre qualquer coisa errada ou qualquer coisa que falta".

O resto da minha tarde foi então passado na biblioteca e, quando fechou (às dez da noite), segui para casa onde fiquei até às 3h da manhã a trabalhar no assignment de ENGG461 - a meio da noite um Student Leader veio cá a casa confirmar se a janela da varanda estava fechada e, depois de uma conversa, ele apercebeu-se que tinha o trabalho errado (e já submetido).

Sexta-Feira, 7 Abril:

Depois de acabar o trabalho na parte da manhã, segui para a biblioteca para imprimir o mesmo - este trabalho, para além de ser necessário submeter pelo Turnitin, também é submetido fisicamente.
E aqui vem o famoso segredo da amizade descoberto durante a semana: dar um trabalho a um grupo de estudantes sobre o qual ninguém percebe nada. Depois de uma semana inteira a adicionar e a falar com todos os estudantes que tinham de fazer o mesmo trabalho, a ida à biblioteca foi a prova final da minha teoria. Estampado na cara de cada um, era facílimo reconhecer quem estava a imprimir o trabalho para ENGG461. E assim, depois de ter conhecido dois colegas enquanto pedia ajuda para imprimir, conheci mais uns tantos quando, à espera das minhas impressões, ouço um "461?" seguido de uma cara de compaixão - vou arriscar e dizer que esta ida à biblioteca foi uma das experiências mais sociais que já tive desde que cheguei aqui.

Com o trabalho já impresso - e depois de estourar cerca de 5 euros nele - lá segui eu para a faculdade de Engenharia para "depositar" a minha obra de arte - depois de assinar a folha inicial do trabalho (que é uma específica que é gerada na internet), o mesmo é posto num buraco tal e qual uma carta a caminho do outro lado do mundo.


Sexta-feira à noite foi dia de descansar de toda esta agitação e assim, depois de jantar, a Abby, a Jess e eu seguimos para a cave do new KB e fizemos uma noite de cinema com Truman Show e Grown Ups.
Meteram-me a ver todo um vídeo de 5 minutos sobre pássaros

Sábado, 8 Abril:

Como o sol decidiu finalmente aparecer, depois de um brunch, a Jess, o Conna, a Abby e eu aproveitamos a manhã para ir a um Barbeque num parque ao lado da praia, onde encontrámos a Elisa, uma das italianas, e o Bryan, do Taiwan.
Depois de almoçar, seguimos para a praia de North Wollongong, onde nos juntámos à Michelle, Ang, Cathy, Marcus e Melissa.


Eu (embora que muito esquisita), o Conna, a Jess, o Bryan, a Abby e a Elisa no piquenique organizado pela associação de estudantes internacionais.

Quando começou a arrefecer, voltámos para casa para recomeçar o trabalho e lá voltei eu a trancar-me no quarto para fazer mais um essay, desta vez para MGNT110.


Domingo, 9 Abril:

A aproveitar o facto daqui a biblioteca estar aberta todos os dias e o facto de eu viver no campus, este dia foi passado enfiada no meu cubículo no piso 1 a tentar fazer o meu essay de management. Uma das vantagens de ir estudar para a biblioteca é também o facto de toda a bibliografia necessária estar reunida naquele edifício e ser super fácil de utilizar (há imensos voluntários e bibliotecários dispostos a ajudar em qualquer momento).

Depois de uma tempestade gigante que atacou Wollongong, lá saí eu da biblioteca quando já estava quase de noite rumo a casa, onde estavam o resto dos meus colegas de casa com pizza acabadinha de ir buscar ao Domino's (que têm um magnífico deal de pizza a cinco dólares, isto é, três euros e sessenta).

Horas depois e já na madrugada de segunda, às seis da manhã lá acabei eu o meu essay de MGNT, submeti e fui diretinha para a cama.


O trabalho na universidade começa a apertar mas, felizmente, a páscoa está quase aí e isso significa (ainda que por tempo insuficiente) férias!
Mais uma semana passou aqui do outro lado do mundo (e presumo (espero até!) que aí também) e eu continuo viva! 

P.S.: Depois da panela de pressão grátis - que entretanto descobrimos que é um steamer e não uma panela de pressão - o apartamento 36 recebeu uma máquina de café grátis. Viva a população de Wollongong que nos anda a sustentar!

P.P.S.: Acho que me esqueci de dar updates em relação aos bicharocos encontrados por aqui. Para além das 10000 baratas que aparecem cá em casa, no outro dia apareceu um lagarto numa das casas ao lado e eu encontrei um gambá (possum) no campus no domingo!

o famoso lagarto de língua azul que os australianos acham "fofo" 

O Gambá que eu encontrei no meio do Campus

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Qual é a capital da Austrália? (Week 6)

Novamente atrasada mas aqui vai!

Segunda-feira, 27 Março:

Como o trabalho adiantado no fim-de-semana foi nulo, a véspera da entrega teve de ser o dar tudo por tudo.
Assim, tive de renunciar ao bom tempo e tranquei-me no quarto a tentar escrever todo um trabalho sobre o que é a identidade nacional, como é criada e como muda com o tempo.
Já num desespero total, mudei-me para a varanda do apartamento de cima para me juntar à Ana e tentar aproveitar um bocadinho do sol (que não tem sido coisa que se veja todos os dias por aqui).

À hora de jantar houve uma pequena pausa no trabalho e o meu apartamento juntou-se para uma noite de nachos na varanda seguida da típica discussão sobre quem lava a louça.
Horas depois, voltei a atacar o trabalho, onde fiquei entretida até às três da manhã. A esta hora, com o trabalho acabado, lá o submeti ao TurnitIn - um programa que compara o trabalho com todos os trabalhos e artigos a que tem acesso para avaliar a percentagem de plágio. Como da outra vez que usei este programa a avaliação só demorou 10 minutos, fiz questão de ficar acordada até ter o resultado para ter a certeza que estava tudo ok. Não sabia eu é que aquilo ia demorar horas e horas e horas (e horas!). Felizmente desisti após uma e fui dormir (ou tentar, pelo menos: o meu telemóvel com o cartão português começou a tocar às 5h da manhã com um toque aterrorizador e não consegui dormir a noite toda).


Terça-Feira, 28 Março:


Depois do stress matinal com a Abby para ter a certeza que tínhamos entregue os nossos trabalhos a tempo, voltei para a minha cama para tentar recuperar o sono que AUST101 me tirou.

No final do dia (e depois de ter faltado a todas as aulas até então), lá tive eu de ir à aula prática de Project Management porque é com presenças obrigatórias. Depois de termos passado a aula quase toda a utilizar o ProjectLibre, chegou a altura de receber os testes. E chegou a altura de nos chatearmos quando vimos as nossas notas todas baixadas porque "eram demasiado boas". Mesmo tendo fornecido o teste antes, o professor baixou o meu 98% para um 84% (exatamente a nota máxima que se pode ter antes de obter a categoria mais alta - High Distinction).

Depois de jantar, lá nos reunimos todos na cave do edifício novo de Kooloobong para uma sessão de Tea with TED (uma palestra de TED acompanhada de chá e miminhos), à qual se seguiu um episódio de Suits com as minhas colegas de casa enquanto cozinhávamos brownies na cave - o nosso apartamento não tem forno e, por isso, sempre que precisamos de usar um temos de ir ao edifício ao lado do nosso - porque quarta é o aniversário do Conna.

Edifícios da parte nova de Kooloobong

Vista aérea sobre Kooloobong Village - do lado esquerdo vê-se a parte velha (pequenas casinhas onde vivo eu) e no meio é a parte nova. Fotografia do Jacob Szloch


Quarta-feira, 29 Março:


Dia livre e com um tempo espectacular, de manhã vi um post no nosso grupo do facebook de uma rapariga que ia às compras de carro (o que é sempre de aproveitar pois poupa uma caminhada desde os autocarros até casa) e eu, a Ana e o Jake aproveitámos a boleia.

Mal voltámos, deixei as coisas em casa e segui para a praia de Fairy Meadow com a Abby. Lá encontrámos a Cathy, a Amanda e todos os americanos que estão aqui de intercâmbio e mais tarde juntaram-se a Ang, a Michelle e a Carola (que me veio fazer companhia enquanto única europeia no meio dos americanos).

Depois de repor as energias e vitamina D, voltámos para casa para nos prepararmos para o aniversário do Conna. Começámos com pre games aqui em casa com uns amigos dele de engenharia enquanto atacávamos o brownie que lhe fizemos (que acho que ele nem teve oportunidade de tocar) e depois seguimos para um restaurante turco para comer alguma coisa.
A seguir seguimos para o Howlin Wolf, um pub onde estivemos a jogar 4 em linha até ser hora de seguir para o The Grand, o bar para onde se vai todas as quartas e onde encontramos todos os nossos amigos/conhecidos.

Foi também neste bar que descobri que aqui é obrigatório qualquer bar ter sempre acesso facilitado a água. Assim, em vários pontos do bar há garrafões de água e copos de plástico, para além de andar parte do staff com uma bandeja a oferecer copos de água às pessoas.

Por volta da meia noite lá comecei a receber chamadas do Jake a dizer (ou a tentar) que foi expulso do bar e que não sabe onde está, pelo que tivemos de ir à procura dele, levá-lo a comer qualquer coisa ao turco e trazê-lo para casa.

Quinta-feira, 30 Março:

Depois de ter adormecido e faltado à primeira aula do dia, lá fui eu para a aula prática de ENGG440 com o Jake. Quando acabou, fui almoçar com ele e com o Denver (um rapaz do Sri Lanka que está a fazer o curso aqui e que é do nosso grupo para o debate desta disciplina) no restaurante turco da universidade - quando fui à turquia com a minha família comi uma coisa deliciosa a que chamámos na altura de "pizza turca" e, desde então, ando a tentar descobrir uma igualmente boa (sempre sem sucesso).

Almoço acabado, lá segui para o edifício principal da universidade para ter uma entrevista para o projecto AIME - um projecto que ajuda a integrar crianças aborígenas no ambiente escolar. E, embora estivesse nervosa e curiosa com o processo, foi a entrevista mais rápida e fácil que poderia ter tido - apenas duas perguntas, a minha motivação e a resolução de um case study. E marquei assim um dia de training para dia 12 de Abril.

À noite, apesar da Jess e da Bec terem saído para ir a um concerto, eu e a Abby ficámos por casa a descansar e ver séries.

Sexta-Feira, 31 Março:

E finalmente chegou o dia esperado!
Logo de manhã, tive de ir a uma aula prática de MGNT110 que mais pareceu uma aula da primária: depois de cada um apresentar o artefacto que trouxe para a aula, foi altura de jogar bingo cultural. No entanto, como é uma aula obrigatória, lá tivemos todos de desperdiçar a nossa sexta de manhã com aquilo.
Depois da minha aula teórica onde reparei que todos os alunos estão completamente lixados com a correção e notas do teste e que ponderam avançar com um processo contra o professor, voltei para casa para fazer a minha tarefa de limpeza semanal (isto de implementar um quadro de tarefas cá em casa tem sido uma dor de cabeça!).

Limpezas feitas, comecei uma corrida contra o tempo para ir ao centro de Wollongong comprar uns sapatos para a gala que tinha à noite, uma vez que os sapatos que a Michelle me emprestou são ridiculamente altos e impossíveis de usar.
Assim, depois de ter entrado em mil lojas e ter encontrado um par numa loja que já estava a fechar (às 17h30.....), lá consegui arranjar solução e voltei para casa para começar outra corrida contra o tempo: preparar-me para a gala em 45 minutos.

Às seis e cinquenta lá estávamos nós prontas à espera do party bus para o sítio onde teríamos o jantar - que veio incrivelmente atrasado mas deu-nos oportunidade de ver todos os vestidos ridiculamente exagerados à luz do dia.

Quando chegámos ao centro de eventos (e com a promessa da existência de um bar aberto), deparámo-nos com uma fila gigante para o mesmo (e onde só serviam cerveja, sidra e vinho).
Apesar de ter tido um photobooth engraçado e do ambiente da nossa mesa ser muito bom - Markus, Abby, Eu, Bec, Jess, Conna, dois rapazes indianos, um australiano e um francês que não conhecíamos - o jantar acabou por ser uma desilusão por causa do terrível serviço de bar aberto (que compensou um bocadinho com a maravilhosa sobremesa que nos serviram).



Quando chegou o party bus para voltar, acabámos por sair no centro da cidade para irmos ao The Harp - o bar de karaoke para onde se vai às sextas - onde tentámos meter o Markus a cantar Britney Spears (que infelizmente não chegou a acontecer).
Já cansadas, a Jess, a Abby, a Bec e eu seguimos para o McDonald's (Maccas) onde aproveitámos para comer alguma coisa enquanto esperávamos o nosso Uber. Depois de meia hora à espera e de vermos no mapa o sr condutor a afastar-se cada vez mais de Wollongong, a Jess lá tentou ligar (sem sucesso) e deixou uma mensagem no VoiceMail a reclamar com o serviço, acabando por fazê-lo cancelar o nosso pedido.
Assim, já num desespero para voltar para casa, acabámos por apanhar o Maxi Taxi mais divertido de cá do sítio, com direito a luzes e música dignos de discoteca.

Sábado, 1 Abril:

Sábado de manhã, depois de elas terem ido a uma venda de roupa de desporto caríssima com 60% de desconto no meio do campus, chegou a hora de seguirmos para Canberra.
A Jess, que é de Canberra, convidou-nos para irmos passar o fim-de-semana a casa dela, para conhecermos a família e a cidade. Infelizmente o Conna não conseguiu ir por ter imenso trabalho para a universidade e acabou por ser uma girls trip.

E aqui chegamos ao título deste post! Qual é a capital da Austrália? E, ao contrário do que muitos pensam, a resposta é Canberra, uma cidade com menos de 400mil habitantes que foi criada com o simples propósito de ser a capital do país.

Depois de uma viagem de cerca de três horas (que seria um bocadinho menos se a Jess não se tivesse enganado no caminho), lá chegámos a casa da família Rendell e fomos recebidos pelo Billy, o cão de quem a Jess não pára de falar.
Os pais da Jess prepararam-nos umas tostas para um almoço rápido e depois seguimos para o topo do Monte Ainslie, onde tínhamos uma vista magnífica sobre a cidade (e onde encontrámos americanos que conhecemos de wollongong!). Depois de descermos a montanha, seguimos para um parque no centro da cidade onde acabámos por reviver alguns momentos da nossa infância nos baloiços e escorregas.

Vista no Mt Ainslie sobre Canberra - aquela rua que se vê no centro é onde está o parlamento antigo, o novo e o memorial da Guerra
Jess, Abby, eu e a Bec
John Knight Memorial Park


A caminho de casa, a Jess fez questão de conduzir pelo centro da cidade para nos mostrar um bocadinho de Canberra - uma cidade muito agradável que, apesar de ser capital, tem menos trânsito do que a Lousã.

À noite, depois de um barbeque óptimo que os pais da Jess preparam para nós, acabámos por ficar em casa a jogar o "Passa a bomba" (e, por incrível que pareça, não perdi!) e a ver os Amigos Improváveis (que obrigámos a Abby a ver mal soubemos que ela nunca tinha visto).

Domingo, 2 Abril:

Depois de termos dormido uma hora a mais (mudámos este fim-de-semana par ao horário de inverno e, portanto, ganhámos uma hora) e mesmo assim não termos descansado o que precisávamos, seguimos para o Old Bus Depot Market - um mercado de artesanato, comida e coisas em geral que há todos os domingos num armazém no centro da cidade.

A seguir de várias amostras grátis de muitas coisas, seguimos para o Dobinsons - o café onde a Jess trabalhou - para almoçar. Enquanto toda a gente foi atacar os hambúrgueres e os pequenos almoços ingleses, eu aproveitei e tive o meu primeiro prato de peixe a sério desde que estou na austrália - Barramundi, um dos peixes que eles mais comem aqui.

Já almoçadas, seguidos para o centro comercial de Canberra, onde estivemos a dar uma vista de olhos pelos saldos - que acabam por compensar aqui! - e descobri que aqui a Zara raramente (ou mesmo nunca) é uma das escolhas das jovens australianas.

Depois de voltarmos a casa, prepararmos as coisas e deixarmos a Bec em casa do namorado (que estuda em Canberra), seguimos na nossa viagem de volta a Wollongong, com paisagens e luzes incríveis, que acabou com uma pizza no Domino's mal chegámos a casa.



Cada vez com menos fotos porque os dias começam a ser mais banais e há menos novidades para fotografar, esta foi a minha semana!
Ah! E depois da pizza decidi também onde passar as minhas férias da Páscoa e aproveitei para comprar os bilhetes de avião. Como cheguei à conclusão que seria pouco tempo na Nova Zelândia, vou passar uma semana a Melbourne em casa da Rebeca (uma rapariga de coimbra que conheço dos clássicos finais de Verão na figueira, com quem fiz Missão País e que está já há meio ano a estudar em Melboune). Toda a gente fala super bem de Melbourne, estou super ansiosa!!


Beijinhos!!!

P.S.: Ando numa luta desesperada à procura de emprego e já chego a candidatar-me a tudo sem sequer ver para o que é que me estou a mandar.
Na semana passada ligaram-me de uma discoteca para fazer uma entrevista e combinámos para esta semana mas acabaram por não me voltar a contactar (e eu não queria muito um horário de trabalho que me alterasse todo o horário semanal).
(Descobri também que me candidatei para conduzir a carrinha dos correios e entregar a correspondência à população de Wollongong, espero não passar nessa!)



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