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Lá vamos nós subir a costa! (semana 19)

Vantagem de me ter atrasado a escrever os posts: têm direito a dois na mesma semana. Não se fartem de mim, por favor. Escrevo o blog principalmente para mim própria como futura recordação mas também gosto muito de receber mensagens sobre os posts, às vezes de pessoas que não imaginava que lessem!

Agora que os meus pais chegaram à Austrália, é altura de começar a nossa viagem das férias!


Segunda feira, 26 de Junho



Todos acordados bem cedinho, depois de tomar pequeno-almoço o Arsénio levou-nos ao aeroporto, onde apanhámos o avião para Brisbane. Já chegados ao hotel, foi altura de fazer sesta antes de sair para passear. Energias repousadas, seguimos em direcção a Southbank, a zona moderna de Brisbane. Como a fome atacou antes de lá chegarmos, acabámos por ir comer qualquer coisa ao campus da Queensland University of Technology (que na zona de restauração podia bem passar por um centro comercial).

O dia de hoje foi então reservado para um passeio pela cidade: depois de atravessarmos os jardins botânicos e Southbank, visitámos um museu de arte para ver arte aborígene e acabámos no centro da cidade a beber uma cerveja. Depois de fazer compras num supermercado, acabámos por voltar para o hotel e não saímos mais, tal era o cansaço.








Como alguns de vocês sabem (mas todos deviam saber), aqui na Austrália é pleno inverno. No entanto, isto passa-me quase ao lado porque raramente sinto que estou nesta estação do ano. Mas hoje, pela primeira vez, apercebi-me completamente da estação: no meio dos jardins de Southbank e das pessoas com calções e t-shirt, havia uma área cheia de neve, a passar “frozen” e a cobrar $15 por 15minutos lá dentro a fazer bonecos de neve.  



Terça-feira, 27 de Junho:



Depois de uma caminhada até ao centro histórico de Brisbane em que aproveitámos para ver as catedrais, seguimos para a câmara municipal e ver a exposição 100% Brisbane – sendo uma cidade multicultural, para a exposição escolheram 100 pessoas que vivem em Brisbane, todas completamente diferentes, e há uma breve apresentação de cada uma delas. É interessante ver a quantidade de etnias há numa só cidade!

Na praça em frente à câmara municipal, fomos novamente confrontados com a estação do ano: para complementar a feira de inverno com barraquinhas a vender vinho quente (com 22ºC cá fora…), uma pista de gelo onde o que não faltava era crianças com gorros e luvas (quase tantas como crianças com calções e t-shirt). Depois de almoçarmos qualquer coisa lá – na zona restrita porque o meu pai estava a beber uma cerveja e aqui não se pode beber em espaços públicos, caminhámos até à beira-rio, onde apanhámos um barco grátis e fomos dar uma volta pela cidade. Acabámos por sair na outra ponta e andámos até Fortitude Valley, a zona de China Town e dos bares e discotecas de Brisbane. Depois de pararmos num café para beber qualquer coisa (primeira vez que partilhei um jarro de cerveja – jug – com os meus pais!), fomos a um restaurante chinês para comer qualquer coisa.




Regressados ao hotel e para descansar um bocado, lá me juntei à minha mãe e fomos para o jacuzzi exterior aproveitar a noite agradável tão típica de inverno.



 Quarta-feira, 28 de Junho:



Depois de arrumarmos tudo, lá chamámos o uber e seguimos rumo à verdadeira aventura: ir buscar a campervan para o resto da viagem. Carro analisado e descobertos todos os truques de arrumação, lá seguimos nós do lado esquerdo da estrada.



a nossa casa para as próximas semanas!


Frigoríficos abastecidos e ainda pouco experientes com a carrinha, acabámos por ficar a dormir num parque nas redondezas – Pine Rivers Showground – que mais tarde descobrimos ser um espaço para rodeos que, quando não há espetáculo, é transformado num parque de caravanas para casais australianos numa batalha de quem conduz a maior caravana (ganhou o senhor que conduzia um autocarro transformado em casa e que trazia o seu carro para conduzir na cidade de atrelado).

Depois de inúmeras tentativas (falhadas) de meter o fogão a funcionar e de uma corrida ao Bunnings para substituir a botija (e mais tarde descobrir que faltava abrir a segunda válvula de segurança), lá fizemos o nosso primeiro jantar bem australiano: bife grelhado com batatas fritas a acompanhar.

Horas depois a tentar perceber como funcionavam as camas, lá descobrimos os truques e preparámos tudo: finalmente vi o cubículo (cubículo mesmo!) a que vou chamar cama nas próximas semanas.



 Quinta-feira, 29 de Junho:


Pequeno-almoço tomado e camas desmontadas (o que também demorou o seu tempo), lá seguimos viagem em direcção ao nosso segundo destino: Noosa.

A meio do caminho (e já fartos de conduzir durante quilómetros e quilómetros sem nada), fizemos um desvio e fomos visitar as Glass House Mountains, um conjunto de onze montanhas numa paisagem de quilómetros planos.



Glass House Mountains






Chegados à cidade de Noosa Heads com as suas casas caríssimas, decidimos ir um bocadinho à praia e dar a oportunidade aos meus pais de dar o seu primeiro mergulho no Oceano Pacífico e de ouvir o barulho que a areia faz quando caminhamos. Pouco depois, como estava demasiado vento, acabámos por abandonar a praia, ir às compras para a noite e ir para o parque de campismo escolhido para a noite – Noosa Sea Scouts, um espaço dos escuteiros também utilizado para acolher backpackers temporariamente.

Noosa Heads


Noosa Sea Scouts


Sexta-feira, 30 de Junho


Depois de acordarmos com chuva a bater no carro e de nos deixarmos dormir mais com essa justificação, tivemos de cancelar os nossos planos de passar o dia na praia. Assim, acabámos por decidir ir fazer uma caminhada para compensar.
Sendo Noosa National Park o destino escolhido, acabámos por nos meter num safari gratuito sem nos apercebermos! Depois de encontrarmos um koala selvagem numa árvore logo nos primeiros dez metros da caminhada (coisa que grande parte dos australianos nunca viu), ainda avistámos baleias à distância, uma dezena de golfinhos e duas tartarugas!

Noosa National Park


Quando acabámos o nosso passeio pelo jardim zoológico natural já o tempo estava maravilhoso e decidimos ir à praia. Embora por mim teríamos ido à praia do parque nacional, os meus pais decidiram experimentar outra e conhecer mais das redondezas. Assim, depois de termos conduzido até Sunshine Beach e Peregian, acabámos por desistir de querer ir à praia, comemos qualquer coisa e voltámos para o parque de campismo onde tínhamos estado na noite anterior.


Sábado, 1 de Julho:


Arranjados logo de manhã, lá saímos em direcção a Hervey Bay. A caminho, e para aproveitar um bocadinho da zona marítima, parámos numa zona de pescadores e fomos comer marisco a um restaurante.

Chegados ao destino, fomos repor o nosso frigorífico no supermercado e depois escolher um campismo – que acabou por ser o Scarness Caravan Park, um campismo óptimo num lugar maravilhoso (e onde conhecemos uma senhora cujo o filho foi até Portugal para velejar um barco desde Lisboa até à Noruega com mais dois amigos).

Scarness Caravan Park


Depois de jantar e como já estava escuro (aqui escurece às cinco da tarde), fui directa para a cama e meti-me a devorar mais uns episódios de Black Mirror até adormecer.

Domingo, 2 de Julho:


Depois de acordar cedinho para ir para a praia e de caminharmos até ao final para ver se encontrávamos alguém no mar, acabámos por desistir e seguir para outra na área – a minha mãe tem uma crença metida na cabeça de que na Austrália não se toma banho no mar por causa dos bichos, assim, quando estamos numa praia sem ninguém na água, ela acha logo que é um dos casos.

Assim, depois de conduzirmos uns 15km só para ir para outro sítio onde encontrámos gente no mar, lá ficámos em Toogoom. Às três, depois de termos tentado beber uma cerveja num café e de sermos barrados porque estava tudo a fechar (a sério… às três de uma tarde de domingo…), comemos um gelado e seguimos viagem de volta a Hervey Bay (com uma paragem no parque de estacionamento do McDonalds para aceder à Wi Fry deles e fazer download de mais episódios de Black Mirror).

Toogoom Beach



Pôr do Sol no campismo

comprámos uma Pavlova para matar saudades das delícias que a minha prima Amélia nos cozinhou mas ficámos desiludidos...



Banho tomado e jantar preparado, ficámos na cozinha à conversa com uma família de argentinos que estão a fazer a mesma viagem que nós mas de norte para o sul.



Embora tenha tido imenso tempo livre depois de jantar, encontrar campismos com Wi-fi não é o desafio mais fácil aqui na Austrália. E, por isso, os posts continuam atrasados. Vou-me esforçar para escrever e lançar o próximo (semana 20) em breve (spoiler alert: vem com paisagens incríveis!)

Para os que me queriam fazer inveja por aí ser verão e aqui não: é Inverno e estão 30ºC durante o dia :)
Até breve!!


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O resto da Tasmânia e um cheirinho de Portugal (semana 18)

Novamente atrasado (eu sei, eu sei), aqui vai finalmente o post da minha décima oitava semana na Austrália! Agora que chegaram as férias de inverno (entre os dois semestres temos um mês de férias), os próximos posts vão falar das minhas viagens por este país maravilhoso.


Segunda-feira, 19 de Junho:


Depois de uma noite num parque de campismo a um salto da praia e de tomar o pequeno almoço, seguimos rumo à próxima paragem: Bay of Fires. Algumas horas, paisagens incríveis e uns bons quilómetros depois, lá chegámos à praia com a água mais transparente que alguma vez vimos - embora todas as praias que vimos até agora na Tasmânia têm água incrivelmente translúcida, esta ainda nos conseguiu surpreender mais. Com uma paisagem maravilhosa e um tempo convidativo, aproveitámos para dar um passeio na praia até às rochas.


Bay of Fires (e a sombra da Abby)





Já com fome e a caminho da vila mais próxima para ir comer qualquer coisa, encontrámos um carro espetado no meio do mato. Assim, decidimos voltar para trás para averiguar a situação e a nós juntaram-se outros carros. Como não estava ninguém dentro do carro, seguimos viagem mas sempre a estranhar a situação. No entanto, achamos que a justificação possa ter a ver com o sinal de telemóvel: depois de ter tido o acidente e não sendo suficientemente grave para ligar ao 000 (112 da Austrália), o condutor teve de sair e caminhar em direcção à localidade mais próxima pois não teria rede para ligar à assistência a pedir para lhe tirarem o carro dali.

Assim, retomado o caminho em direção à vila, lá encontrámos um café onde parámos para devorar um prato de fish and chips. Ou pelo menos para tentar. Como o prato estava ridiculamente cheio, acabámos por pedir caixinhas para trazer os restos para a carrinha.

Decididas a ir visitar a Cradle Mountain no dia a seguir, decidimos começar a conduzir em direcção a esta e procurar um sítio para dormir a caminho de lá. Graças à aplicação de campismos na Austrália – Camper Mate, encontrámos um free camping no meio do nada (e, mesmo assim, com a melhor rede que já tivemos!). Assim que chegámos (e para estrear logo a cobertura do telemóvel), recebi uma chamada do Tony (administrador de KB) a dizer que não quebrei o contracto – aparentemente não acharam os meus motivos suficientes e então tenho de ficar outro semestre nas residências universitárias, o que implica mudar de casa temporariamente enquanto remodelam a minha e depois voltar.

Sozinhas e aterrorizadas dentro de um carro num free camping no meio da Tasmânia, assim que ouvimos outro carro a entrar para lá desligámos as luzes todas e pusemo-nos a espreitar para ver se eram de confiança. Depois de ver que era um casal relativamente jovem e de termos deixado cair algo dentro do carro, sentimos que devíamos ir lá fora para nos apresentarmos e não passarmos nós por esquisitas. Assim que saí, e embora estivesse muito escuro, reparei logo no gorro vermelho da rapariga. E, enquanto falávamos, reconhecemo-los! Eram os que tínhamos conhecido no dia anterior no topo do Mt. Amos! Depois de ficarmos um bocado à conversa e partilharmos experiências das nossas viagens (inclusive do gorro vermelho perdido), lá viemos para o carro e adormecemos.


Terça-feira, 20 de Junho:



De pé logo de manhã e a cozinhar enquanto falávamos com os nossos vizinhos, lá seguimos viagem para Mt. Cradle.
Quando lá chegámos e depois de pedirmos conselhos na recepção, decidimos não fazer a caminhada até ao topo da montanha (para quê o esforço se quando chegássemos lá estava tudo nublado?) mas apenas uma caminhada à volta do lago.

Assim, depois de pagarmos a entrada no parque nacional, de apanharmos o autocarro até ao ponto de começo e de preenchermos as nossas informações, que caminhada pretendíamos fazer e a sua duração (para, caso não tivessem notícias nossas, virem à nossa procura), começámos a nossa volta ao lago Dove. Embora as paisagens dos primeiros cinco minutos nos tenham cativado, rapidamente nos fartámos da caminhada sempre em volta da mesma coisa e ocupámos o nosso tempo com uma aula de português – para além de saber dizer que vem dos estados unidos, a Abby também já sabe cantar a música “Cabeça, ombros, joelhos e pés” de forma muito arranhadinha. Como quando chegámos ao final da caminhada o autocarro para nos trazer de volta não estava lá, decidimos continuar até à próxima paragem – coisa de que nos arrependemos imenso dado que começou a chover acompanhado de imenso vento. Assim, mal saímos do autocarro e chegámos à recepção do parque nacional, decidimos beber um chocolate quente no café e planear o resto da viagem – como o tempo estava mau e não estávamos lá a fazer nada, decidimos começar a conduzir rumo a Hobart. E, sem querer, acabámos por vir dormir exactamente ao mesmo sítio onde tínhamos dormido na noite anterior, desta vez com menos medo.


Lake Dove e Cradle Mountain











Quarta-feira, 21 de Junho:


 

Acordadas logo de manhãzinha, assim continuámos a nossa viagem em direcção à capital da Tasmânia. Depois de atravessarmos montanhas e montanhas e de vermos neve (quão esquisito é ver neve em junho?) em várias delas, decidimos parar no próximo café para fazer uma pausa. Café acompanhado com o pior serviço a nível de simpatia que alguma vez tivemos, acabámos por nem ficar um bocado no estabelecimento e seguimos logo viagem.
Não sei se referi antes, mas aqui na Tasmânia, de cinco em cinco metros, encontra-se um wallabe (espécie de canguru mas pequeno) atropelado com um corvo a aproveitar-se dos seus restos mortais. Nesta viagem, no entanto, vimos duas águias gigantes em vez de corvos!

algures no meio da Tasmânia


Assim que chegámos a Hobart, conduzimos em direcção ao MONA – Museum of Old and New Art (?). Recomendado por toda a gente que conhecemos que já veio cá, estávamos com as expectativas muito altas. Com uma óptima primeira impressão do museu, acabámos por entrar na exposição temporária “Museum of Everything” que mudou radicalmente a nossa opinião – salas e salas (e salas e salas!) cheias de tralha a que chamavam arte. Depois de sairmos para ir comer alguma coisa à carrinha, acabámos por voltar para o Museu para ver o resto do edifício.
Programa turístico do dia feito, foi altura de conduzir até aos subúrbios da cidade para, depois de limpar e arrumar tudo, entregar a carrinha. Tudo despachado, chamámos um uber que nos levou para a estação rodoviária enquanto contava piadas sobre a rivalidade entre Hobart e Launceston. Como ainda tínhamos tempo até à partida do autocarro, demos uma volta no centro de Hobart e aproveitámos para comer qualquer coisa.


Museum of Everything


Museum of Everything



Já de noite e em Launceston, o condutor do autocarro disse-nos que aquela era a nossa paragem e lá fomos a pé até à casa onde íamos passar a noite – passado anos de me ter inscrito no Couchsurfing e muitas mensagens de homens velhos a oferecer alojamento (em Brisbane a oferta era dentro de um armazém...), decidi finalmente experimentar. Com imensas e excelentes reviews, combinámos assim com o Mark. Divorciado e pai de três filhos já fora de casa, o Mark decidiu aproveitar a casa de família para AirBnb e Couchsurfing. Mal chegámos, e depois de ter perguntado pela situação do incêndio de Pedrogão, pôs-nos logo à vontade. Assim, depois de termos tomado um duche quente, ficámos os três à conversa à volta da lareira.

Vista sobre Hobart pelo jardim do MONA



Quinta-feira, 22 de Junho:



Quinta-feira, depois de nos termos arranjado, despedido do Mark, tomado o pequeno-almoço e deixado um bilhetinho a agradecer a simpatia do nosso host, apanhámos um táxi para o aeroporto e seguimos de volta para Sydney.
Embora estivesse a planear voltar para Wollongong para começar a organizar as minhas coisas, os meus pais e o Arsénio acabaram por me vir buscar para almoçarmos todos juntos em casa dos meus primos. Depois de termos posto a conversa em dia, os meus pais e a Amélia levaram-me a pé à estação de comboios, de onde parti para Wollongong.

Eu, a Amélia e a minha mãe


Assim que cheguei a casa (e depois de ter posto também a conversa em dia com os meus colegas de casa e de agradecer os casacos quentinhos que a Laylah nos emprestou), fui tomar banho e seguimos todos para o Eat Street Market – para a despedida da Abby, fomos todos jantar juntos (mais a Catherine, uma amiga da Jess que veio cá passar uns dias) à feira de comida de rua a que ela nunca tinha ido. Depois de comermos os nossos hambúrgueres a ver um concerto, voltámos para casa para nos prepararmos para a noite – embora os planos iniciais da Abby eram de ficar em casa a ver um filme, acabou por mudar de ideias e decidiu que íamos todos sair à noite.

Depois de fazermos os típicos pre drinkings em casa e de perdermos o party bus, acabámos por ligar ao John (o nosso taxista preferido a quem ligávamos sempre durante a O-week). Como era o último dia de exames, quando chegámos ao Illawarra já havia uma fila gigante e decidimos ir ao 151. Assim que chegámos, encontrámos duas raparigas a fazer pinturas faciais. Uma delas, asiática, aproximou-se de mim e perguntou-me o que é que eu queria, a que eu respondi “whatever, I don’t really care”. Cheia de graça, a rapariga decidiu desenhar uma suástica, tirar fotos e rir-se, sem me contar o que tinha desenhado. Assim que descobri, obriguei-a a desenhar algo diferente ou disfarçar, coisa que acabou num borrão que fui rapidamente limpar. Entretanto, ainda ao som horrível da música do 151, encontrámos o Jake e o Markus, com quem acabámos por ir para o Illa e tivemos uma das noites mais divertidas desde que estamos cá. E, como qualquer noite boa tem em comum, depois de sairmos do Illa seguimos para o McDonald’s e depois para casa, sempre com o John a conduzir.

Abby, Jake, eu, a Bec, a Katherine, a Jess e cinco emplastros



Sexta-feira, 23 de Junho:



Sexta-feira, depois de acordar cedo para ajudar a Abby com as malas e de me despedir dela, aproveitei para ir ao escritório das residências e perguntar qual seria o meu quarto provisório. Depois de me terem dito que só me poderia mudar na segunda-feira mas que poderia deixar as coisas na sala de estar e depois de eu ter reclamado com a má organização toda da residência, lá me arranjaram outro quarto para o qual me pudesse mudar ainda hoje. Assim que a Bec e o Conna souberam também os seus quartos, lá fomos os três de apartamento em apartamento para descobrir os nossos novos colegas de casa e apresentarmo-nos, nervosos com o que iria calhar. Depois de irmos visitar o apartamento da Bec onde já conhecíamos toda a gente, fomos dar um saltinho no meu: super limpo e com luzinhas no corredor e na varanda, conheci logo o meu primeiro colega de casa – o Dallas, um australiano que toca guitarra e que toda a gente conhece na residência, que pareceu ser super querido.
Entretanto, depois de tentarmos ver o novo apartamento do Conna mas de ninguém nos ter aberto a porta, o telemóvel tocou: o Arsénio, a Amélia e os meus pais chegaram a Wollongong para me ajudar com as mudanças. Depois de lhes ter mostrado o caos do nosso apartamento e de planearmos o dia, os meus primos seguiram de volta para Sydney, deixando cá os meus pais. Como tinha um treino do AIME e estava cheia de pressa, acabei por levar os meus pais numa tour pelo campus e de lhes mostrar a Universidade de Wollongong. Acabando por não ir ao training, passei lá no meio da tour para explicar porque é que não tinha conseguido ir e pedir desculpa.

Visita guiada acabada, foi altura de meter mãos ao trabalho e fazer e desfazer malas enquanto se trocava tudo de casas. Com mais uns passeios por Kooloobong enquanto se metia roupa a levar e a secar, lá se mudou tudo de casa, fez-se a mala para as férias e apanhou-se o comboio de volta para Sydney, onde estava o Arsénio, a Amélia e a Carla à espera para jantar.


Sábado, 24 de Junho:



Fim-de-semana (não é que eu tenha trabalhado muito durante a semana)! Pequeno-almoço tomado, saímos de carro em direcção à marina – para celebrar o facto dos meus pais estarem cá e dos meus primos fazerem 45 anos de casados, os patrões da minha prima ofereceram-nos um dia de passeio por Sydney no barco deles. E haverá melhor maneira de conhecer Sydney?









Depois da manhã toda a passear e aproveitar o bom tempo, parámos numa praia afastada da cidade para almoçar frango com batatas fritas (“É uma casa portuguesa com certeza”).




O Misel, a Carla, o Arsénio, o meu pai, a Amélia, eu e a minha mãe


Assim que acabámos o nosso passeio, lá viemos para casa jantar os cinco e descansar.


Domingo, 25 de Junho:



Domingo foi dia de acordar cedo para aproveitar bem o dia. Depois de uma visita guiada ao mercado de peixe feita pelo Arsénio – que obviamente deixou os meus pais fascinados com a variedade (e até a mim pelos preços baixos em comparação ao preço do supermercado!), fiquei eu responsável por mostrar Sydney aos turistas. A começar na Darling Harbour pelo museu marítimo, fizemos o caminho a pé exactamente igual ao que fiz com os meus primos na segunda-feira de Páscoa – até almoçamos no pub em que tínhamos tentado almoçar da outra vez. Chegados a Circular Quay, ficámos sentados ao sol a ver a diversidade de pessoas que passava – novamente deixando o meu pai fascinado, desta vez pela percentagem de asiáticos.




Novamente em casa, foi dia de conhecer mais portugueses - para o jantar, os meus primos convidaram os primos deles, a Cidália e o António (que eu já conhecia do almoço de páscoa). Depois de um jantar delicioso (como já estamos habituados aqui em casa), tivemos direito a uma Pavlova (sobremesa neozelandesa mas também muito comida na Austrália) que conquistou todos os que a provavam pela primeira vez (e reconquistou os outros).


Agora que já acabou a minha viagem pela Tasmânia, posso finalmente dar-vos um feedback geral: embora seja uma das partes menos conhecidas da Austrália, a ilha da Tasmânia foi um dos sítios de que mais gostei até agora! Quase completamente isolado do resto do mundo, tem paisagens maravilhosas e uma vida animal incrível! Para quem está a pensar vir à Austrália e tem tempo, a Tasmânia deve ser um dos destinos a considerar!

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Chegaram os exames, as férias e a Tasmânia! (semana 17)

Mais uma vez atrasado (não que seja uma novidade) mas aqui vai o post da semana passada!


Segunda-feira, 12 de Junho:

Chegada a semana de exames, segunda-feira foi dia de estar trancada na biblioteca a estudar para recuperar o trabalho perdido durante o semestre. Na pausa para o almoço, aproveitei e combinei com a Ciara e a Saoirse de forma a matar saudades e descobrir um bocado mais daquela que pode vir a ser a minha próxima casa aqui.

Depois de um dia cheio de estudo e de ir jantar a casa, à noite voltei para a biblioteca para aproveitar a novidade - pela primeira vez, a biblioteca da universidade está a funcionar 24/7 durante a época de exames. Estudo acabado, acabei por ir para casa de boleia com o Keegan e aproveitámos para pôr a conversa em dia. Depois de me cruzar com cinco veados ao lado da minha residência e de ir imprimir os meus apontamentos, lá me fui deitar e descansar.

Terça-feira, 13 de Junho:

Embora tivesse de ir entregar livros antes das nove à biblioteca, acabei por adormecer e deixar escapar o prazo. Assim, duas horas mais tarde e depois de já ter comprado bilhetes para um festival em Novembro (Spilt Milk em Camberra, onde vai a Lorde e o Vance Joy), lá deixei os livros na biblioteca e saí a correr para ir tomar o pequeno-almoço. Níveis de cafeína estabilizados, eu e a Abby sentámo-nos na biblioteca onde ficámos a preparar o exame dessa mesma tarde.


Estudo feito, lá fomos a casa deixar todas as nossas coisas, encher o estômago e seguimos com a Ana para o nosso primeiro exame na Austrália - Australia101 no auditório da Universidade das 18h 
às 20h. Como nos filmes americanos (embora valham cerca de 40/50%), aqui os exames são em auditórios ou pavilhões, lugares marcados e muito mais vigiados do que em Portugal. Depois de passarmos por um segurança que nos revistou as malas, tivemos de deixar as coisas dispensáveis cá fora e substituir os estojos por sacos de plástico transparentes - para verem o cúmulo a que isto chega, reclamaram porque a minha garrafa de água tinha uma rodela de limão lá dentro.


Primeiro exame feito - e embora já fosse de noite, lá fui eu estudar para o exame do dia seguinte.



Quarta-feira, 14 de Junho:


Com exame às 9h, lá atravessei eu o campus logo de manhãzinha. Desta vez o exame era no pavilhão de ginástica da universidade, misturando cerca de 10 cursos diferentes a fazer exame ao mesmo tempo. Motivada pelo começo das férias assim que acabasse o exame, lá se passaram as 3 horas de exame e lá respondi a todas as perguntas. 





Exame acabado, fui para casa para deixar os meus apontamentos e comer qualquer coisa e depois segui para o centro da cidade comprar lanternas e todo o equipamento necessário para a tasmânia e ingredientes para fazer bacalhau com natas - lanço-vos um desafio: comprar bechamel na Austrália.

Assim que acabei tudo o que tinha de fazer, lá voltei para casa para começar a preparar o bacalhau com a Abby que quase chorava com fome enquanto fritávamos as batatas - dou-vos uma dica: não usem papel higiénico a substituir o papel de cozinha para absorver o óleo das batatas fritas. 

Travessa de bacalhau e tarte de maçã acabadinhas de sair do forno, lá começámos o jantar que seria o último do apartamento 36 todo junto. Para responder às várias perguntas que recebi sobre a reacção deles ao bacalhau com natas: sinceramente, sinceramente, não faço a mínima ideia se gostaram ou não; disseram que estava óptimo (quem é que teria coragem de responder que não gostava?) mas não faço a mínima ideia se gostaram mesmo.




Depois de lavarmos a louça toda e arrumarmos a cozinha, fui ao andar de cima despedir-me da Ana. Como vou passar o resto da semana à Tasmânia, já não a volto a ver pois ela parte em breve para Bali. Uma vez lá em casa, também me despedi da Nelly e do Andreas que também não volto a ver deste lado do mundo (ou pelo menos este ano).

Despedidas feitas, lá voltei para casa para acabar a mala e escrever o post da semana passada (isto de continuar a escrever o blog tem sido uma luta contra mim própria).

Quinta, 15 de Junho:


Depois de preparar todas as coisas necessárias, de limpar a memória do telemóvel e acabar o blog, lá segui eu e a Abby para o comboio rumo a Sydney. E, para poupar o exagerado valor do comboio que pára no aeroporto, chamámos um uber desde a estação imediatamente antes até lá - é ridículo mas sai muito mais barato. Atendidas por uma funcionária super simpática que nos trocou os lugares de forma a ficarmos juntas e na saída de emergência (o que significa uma sesta com imenso espaço), lá fomos nós rumo ao norte da Tasmânia. Chegadas a Launceston, apanhámos um taxi para a estação de autocarro e seguimos para Hobart - como somos forretas (e embora a nossa carrinha alugada esteja em Hobart), decidimos voar para Launceston e apanhar o autocarro para Hobart numa tentativa de poupar dinheiro em vez de voar diretamente para a capital do estado. 

Uma vez chegadas e cheias de fome, seguimos a recomendação de alguém de Wollongong e fomos almoçar ao Daci Daci, o Moínho Velho ou a Vénus da Tasmânia. Como as refeições eram mais caras dentro da padaria, decidimos levar as nossas sandes para um parque ali perto e observar já a população desta ilha. E que bela decisão foi essa! Sentadas ao sol, estivemos a observar uma manifestação contra o corte orçamental na saúde enquanto, a 10 metros de distância, senhores engravatados davam voltas de triciclo à fonte de forma a superar um dos desafios de um peddy paper em que participavam.

Voltas e voltas dadas, lá nos declarámos perdidas e chamámos um uber para nos levar ao sítio onde íamos levantar a nossa carrinha para a viagem. Quinze minutos depois e chegadas a um armazém nos subúrbios da cidade, lá encontrámos 20 carrinhas com desenhos cómicos e percebemos que tínhamos chegado ao destino. Depois de entrarmos num escritório muito duvidoso, de nos serem entregues as chaves de um carro muito duvidoso e de levarmos um pack de lençóis e almofadas de igual nível de confiança, lá seguimos nós (com a Abby a conduzir) em direcção a um supermercado - foi também a viagem em que a Abby fez a sua primeira rotunda da vida a conduzir (e do lado esquerdo!). 


"You can catch flies with honey, but you can catch more honies being fly"



Enquanto a Abby fazia as compras, lá recebi uma chamada do Tony, o responsável pela gestão da minha residência, para falarmos do meu pedido para quebrar o contrato. Depois de lhe ter explicado todas as minhas razões, ele disse que ia falar com o superior mas avisou-me para não criar grandes esperanças porque tinha noção de que era muito difícil de o fazer (arranjar casa nova e pesquisar mobília não é criar grandes expectativas, right?).

Compras feitas, assim seguimos nós à procura de um campismo onde dormir a primeira noite dado que ainda não tínhamos grandes confianças com o carro nem em ficar lá dentro num sítio não vigiado. Assim, lá estacionámos no Camping Barilla, preparámos a cama, comemos qualquer coisa e enfiámo-nos na cama a tentar ver um filme mas adormecemos logo a seguir. 




Sexta-feira, 16 de Junho:



Depois de um pesadelo horrível em que estavam dois homens dentro da carrinha e depois do despertador tocar, lá acordámos as duas ainda de noite. Embora achasse que a Abby se tinha enganado a meter a hora no telemóvel e que eram cinco da manhã, vi então que eram sete da manhã e ainda estava escuro  - aparentemente na Tasmânia o nascer do Sol só acontece cerca de uma hora depois de Wollongong.

Para aproveitar tudo a que tínhamos direito, lá fomos tomar banho já que sabemos que isso vai ser um luxo durante a próxima semana. E, não fosse o cronometro a contar os 5 minutos a que tínhamos direito (com contagem decrescente a apitar no final!), tinha mesmo considerado aquilo um dos melhores duches da minha vida. 
Depois de prepararmos as nossas papas de aveia e tomarmos o pequeno-almoço tal família de férias numa casinha ao lado do lago, lá seguimos viagem comigo a conduzir. A seguir um trajecto que encontrámos na net e que passava por muitas terrinhas e sítios giros, chegámos a Port Arthur - uma cidade-prisão do reino Inglês, onde íamos passar o resto do dia. 



o outro lado da carrinha - "Mr. White can make blue can you?"


eu no meio do nada na Tasmânia

Tessellated Pavement - Pirate Bay

Port Arthur

Port Arthur

Uma das prisões em Port Arthur


 No meio de uma cidade de ruínas com vista maravilhosas, fomos dar uma volta de barco em que aprendemos um bocado mais sobre a gestão do espaço e vimos mais paisagens bonitas e depois juntámo-nos a uma visita guiada para descobrir mais sobre o sítio. Depois de termos ido também ver alguns edifícios por nós - por exemplo a prisão mais apertada em que não podiam falar, cantar, dançar, estalar os dedos e nem sequer olhar para qualquer outro prisioneiro, seguimos viagem para o Tasman National Park para passar lá a noite. 

Para aproveitar o pouco de luz que ainda estava, fizemos umas salsichas no barbeque do parque e jantámos lá, a quem se juntaram uns três ou quatro wallabies - quase o mesmo que canguru mas mais pequenino e fofinho. Coisas arrumadas, lá decidimos ir tratar de arranjar um sítio para dormir. Como a recepção do parque estava fechada, o pagamento das noites era feito através de postais. Depois de meter o dinheiro num postal e meter dentro de um cofre, tirava-se um papelinho a confirmar que se tinha pago na janela do carro. E, como eu e a Abby somos pessoas muito honestas, obviamente que tirámos o papel a dizer que tínhamos pago embora não tivéssemos posto um único cêntimo no cofre.

Abby a cozinhar com um wallaby ao lado


Trafulhice feita e lugar arranjado, lá nos preparámos para ir para a cama e vimos um filme ("something borrowed", a Abby impôs) até adormecer.



Sábado, 17 de Junho:


Depois de uma noite cheia de pesadelos em que sonhava que tinham apanhado o nosso truque para não pagar, saímos cedo do parque nacional com medo que se tornasse realidade. Assim, conduzimos até Sorell onde tomámos um café no McDonald's e aproveitámos a Wi-Fry deles (juro, chama-se mesmo assim).




Já com as indicações no Google Maps, seguimos para Freycinet National Park, o sítio que eu mais ansiava na viagem. Depois de irmos à recepção perguntar dicas sobre o que fazer, decidimos fazer a caminhada do Wineglass Bay Lookout pois era "o sítio das famosas fotografias que se vêm em todo o lado". No entanto, quando chegámos lá, ficámos desapontadas porque pelos vistos a receptionista não estava a falar das mesmas fotografias que nós. Assim, depois de tirar as fotografias suficientes para actualizar o instagram, voltámos para baixo e seguimos à procura de um sítio para dormir. 


Wineglass Bay Lookout


Chegadas a Friendly Beaches - o campismo grátis dentro do parque nacional, lá procurámos o lugar que mais nos agradava (que se veio a demonstrar também o lugar favorito dos wallabies) e estacionámos. Como ainda estava alguma luz, fomos dar uma volta à praia. E, no meio deste passeio, encontrámos outro animal. Gordinho, pequenino e peludo, o que mais tarde viemos a descobrir que era um wombat não olhou para nós nem uma única vez e continuou a comer o tempo todo. Voltadas ao carro, fizemos massa para o jantar e comemos enquanto vimos o Good Will Hunting.






Domingo, 18 de Junho:

Para aproveitar o sítio incrível em que estávamos estacionadas, domingo foi o dia de ver o primeiro nascer do sol a sério na Tasmânia. Por volta das oito e quando o sol já estava a brilhar, voltámos para fazer café e a aveia para o pequeno almoço para começar bem o dia. 
Depois de conduzirmos até ao centro do National Park e de pedirmos mais uns conselhos na recepção, decidimos fazer a caminhada mais difícil - subir o Mt. Amos. "Caminhada". ""Caminhada"". Embora sempre que tínhamos de escalar rochas ( e que era quase sempre) nos tivesse passado pela cabeça desistir, continuámos a subir o monte sabendo que a vista iria compensar (e como iríamos descer era um problema do futuro).

Nascer do Sol em Friendly Beaches



a vista aqui já prometia!


Chegadas lá acima depois de muito esforço, a vista não era menos do que esperávamos. Com uma amplitude gigante, no topo de Mt. Amos dá para ver a península toda e pode-se ficar lá durante horas que não cansa. Para aproveitar a vista e adiar a descida, ficámos um bocado no topo da montanha onde conhecemos um grupo muito simpático em que um era americano, pelo que ficámos a falar um bocado.




Topo do Mt. Amos



Depois de repor as energias a petiscar cenoura e de tirar fotos com a vista maravilhosa, decidimos começar a descer. Como a maior parte do caminho era tão inclinada, acabámos por descer a escorregar de rabo simplesmente para garantir que não caíamos como se fôssemos em pé. Chegadas quase ao fim da montanha, voltámos a encontrar o grupo que tínhamos conhecido no topo - a rapariga perdeu um gorro vermelho e estavam a voltar para trás para ver se o encontravam.







Já na carrinha, aquecemos o jantar do dia anterior enquanto éramos abordadas por um senhor da Malásia que estava fascinado com a carrinha e com a facilidade de viajar nela e nos fazia mil questões sobre nós. No fim de almoçar, decidimos ir visitar o resto do parque nacional (mas desta vez de carro). Na primeira paragem - honeymoon, embora tivéssemos ficado desiludidas com a praia, ficámos contentes em ter visto focas selvagens - depois de termos ficado séculos a tentar perceber o que eram as coisas que víamos no mar e da Abby ter pensado que era só lixo a flutuar, lá reconhecemos 7 focas lá a nadar. Depois de uma paragem breve no farol e outra em Sleepy Bay, conduzimos até ao parque de campismo pago para ver se conseguíamos tomar um duche quente sem dormir lá. Já preparadas para o duche e cada uma na sua casa de banho, descobrimos que aqueles chuveiros eram apenas de água fria e fomos a correr até à recepção implorar-lhes para nos deixarem ir dormir ao parque deles e ter um duche de água quente embora eles já tivessem fechado e desligado os computadores. Assim, já no campismo oficial, lá demos $2 para o nosso duche de 4 minutos desta vez não cronometrado e, portanto, sem nunca saber quando iria acabar a água.



Honeymoon Bay





Lighthouse




Sleepy Bay




Duche tomado, fomos ver a praia a 1 minuto do sítio onde íamos dormir, fizemos sopa e fomos para dentro da carrinha abrigar-nos do frio e dormir.





Para quem estiver a ponderar ir à Tasmânia, eu vou falar um bocadinho mais sobre a ilha no próximo post. No entanto, resumindo a minha opinião bem resumidinha: vão!!!

Até para a semana!!

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