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Brisbane and Moreton Island (aka Paradise!) (semana 14)


Tarde mais vai!
Embora tenha andado super ocupada e sem tempo nenhum para escrever, sei perfeitamente que o blog vai ser uma recordação incrível e por isso não quero mesmo escapar semana nenhuma!
Assim, embora quase com uma semana de atraso, aqui vai a minha semana passada.

Segunda-feira, 22 de Maio:

Com teste de ENGG461 (a única cadeira para a qual ainda ambiciono uma boa nota final) no dia a seguir, segunda-feira passei o dia trancada em casa a estudar. No entanto, para não deprimir, desta vez deixei a janela do quarto aberta de forma a poder ver um bocado de natureza. Vi foi demasiada. A meio do meu estudo, olho através da janela e vejo o Tim com um lagarto na mão. Aparentemente, enquanto eu estava a estudar, um lagarto de língua azul apareceu do lado de fora do meu quarto e o Tim foi logo apanhá-lo para nos meter medo.

Susto recuperado, lá voltei ao estudo. Até que, passado um bocado, encontro do lado de fora da minha janela o Keegan (preferias: encontrar um lagarto ou um keegan?). Depois de uma boa meia hora à conversa através da rede contra os insectos que tenho na janela do meu quarto, o Keegan lá perguntou se podia entrar para ir à casa de banho e acabámos por ficar a falar na sala mais a Bec e a Jess.

O resto do dia correu normalmente, sem grandes surpresas e com muito estudo.


Terça-feira, 23 de Maio:

Depois da aula obrigatória de MGNT110 foi hora de vir para casa dormir uma sesta. Energias recuperadas, retomei o estudo de ENGG461 até começar a receber mensagens com o que saía efectivamente no teste (vantagens de ser rapariga num curso de engenharia). Assim, mais focada na matéria que realmente saía, lá estudei até dez minutos antes do teste, quando me fui encontrar com o Steve, o Fan, a Karri, o Craig e o Blake para tirar as últimas dúvidas e ajudá-los.

Teste feito, voltei para casa com o Devin e ainda ficámos meia hora à conversa até ele ter de ir para uma reunião (que desculpa melhor para procrastinar do que fazer companhia a um amigo, não é?). Chegada a casa e com pouca vontade de estudar, lá convenci a Abby e a Jess (embora esta a muito custo) a ir correr à volta do campus.
Banho tomado e jantar comido, ainda tentei ir estudar mas o meu corpo já não aguentava acordado. Assim, decidi ir dormir cedo para ver se quarta acordo cedo e o dia de estudo rende.


Quarta-feira, 24 de Maio:

Acordada logo de manhãzinha para começar a trabalhar, quarta-feira foi dia de estudar ENGG440 e preparar-me para o último teste.
À hora de jantar, houve uma pausa no estudo para ir ao Meet and Eat. Na rubrica semanal de cozinha internacional, hoje era o dia do Markus cozinhar comida típica austríaca. Depois de jantar, seguimos para nossa casa, onde tínhamos um bolo para celebrar o aniversário da Rachel (rapariga de Hong Kong que vive no mesmo prédio que nós e que veio connosco ao fim-de-semana do lago de Jindabyne).

Eu, Laylah, Bec, Conna, Abby, Jess, Rachel e Calvin!


Quinta, 25 de Maio:

A marcar presença logo na teórica das oito e meia da manhã, depois de ter descoberto que o professor costuma mostrar o teste aos poucos alunos que vão já há motivação para sair da cama bem cedinho. Assim, depois de discutir a resposta das escolhas múltiplas com o Isaac, lá fui para a aula prática fazer o teste.

Teste feito, segui para casa para descansar um bocado e depois seguir de volta para o campus para ir aproveitar (adivinhem só o quê!) o almoço grátis. Depois de ir buscar um hambúrguer vegetariano à banca do grupo de Global Communication da UOW (não me perguntem o que é que eles fazem), eu, a Abby e a Jess sentámo-nos na relva a aproveitar o sol. Numa tentativa de não sermos reconhecidas na jornada em busca do segundo, eu e a Jess decidimos trocar de outfit e de personalidade.





Depois de termos encontrado a Urte e o Alren no mesmo almoço, seguimos para o petting zoo, que aparentemente é uma coisa feita em montes de países: para aliviar do stress da universidade, um zoo ambulante com animais de estimação é contratado para passar o dia nos jardins de forma a que os estudantes os possam acariciar. E, como não podia deixar de ser, a amante de animais Eva Brink teve de se ir meter lá no meio. Indo apenas com o objectivo de poder estar um bocadinho com um coelho, a funcionária tentou-me meter uma galinha nos braços mas tive de passar a honra desse momento à minha amiga Jess e contentar-me só com os coelhos.


À tarde, depois de uma aula teórica de MGNT110 a que já não ia há séculos, segui para a aula prática de AUST101 com a Ana e, depois disso, voltei a conseguir convencer a Jess a vir correr comigo, juntando-se também a Abby e a Ana e aumentando-se agora o comprimento do percurso.

Depois de um mini ataque de coração quando descobrimos que em vez de 10 da manhã tínhamos comprado bilhetes de avião para as 6h, eu e a Abby estivemos a planear o transporte para Sydney e o horário do comboio que tínhamos de apanhar para chegar ao aeroporto a tempo.

Depois de um agradável jantar de burritos com toda a gente de cá de casa, lá fui eu fazer a mala e dormir uma hora antes de ter o alarme do telemóvel a tocar.


Sexta, 26 de Maio:

Ainda meia atarantada depois da hora de sono, lá chamámos o Uber e seguimos para a estação de comboios. Depois de quarenta e cinco minutos à espera na estação, entretanto lá chegou o comboio e pude retomar a minha sesta, desta vez acompanhada: embora fossem cerca de três da manhã, o comboio para Sydney vinha com os lugares quase todos ocupados por pessoas que trabalham em construção civil (e começam o dia muito mais cedo do que o resto) a tentar dormir.

Avião apanhado, quando chegámos a Brisbane houve um problema com o shuttle que tínhamos reservado, o que me deu oportunidade para mais uma sesta. Voltas e voltas à cidade depois (e umas belas horas gastas no shuttle que andava meio perdido), lá fomos deixar as coisas no hostel e partimos para o centro da cidade. A caminho, vimos um café especializado em Bagels e, como não podia deixar de ser, a Abby disse logo que eu tinha de experimentar! Assim, depois de ter almoçado um bagel vegetariano maravilhoso, seguimos para o centro de turismo onde iria começar a visita guiada da cidade que tínhamos marcado.



A desconfiar que afinal marcámos uma visita guiada sobre o papel da família da guia turística no desenvolvimento de Brisbane, passado horas a andar pela cidade e a contar histórias da sua família e amigos, a guia lá nos mostrou os pontos mais importantes de Brisbane: passando pela catedral de St Stephen e pelo memorial ANZAC, acabámos por nos separar do grupo quando chegámos à câmara municipal de forma a continuar a visitar o museu e a torre da cidade por nós próprias.

Catedral de St Stephen





Ao final da tarde (e quando os nossos corpos já estavam a pedir descanso), decidimos voltar para o hostel. Através de uma caminhada à beira rio à hora do pôr do sol, lá chegámos à zona do hostel, onde ainda aproveitámos para ir comprar mantimentos para o dia seguinte. Foi também neste dia que dei à Abby o seu primeiro kinder surpresa (eu sei, sou uma má influência e ando a dar coisas perigosas aos americanos).

Depois de uma merecida sesta no quarto, fomos para o terraço do hostel onde havia free barbecue e onde conhecemos mais gente. Pela primeira vez desde que estou na Austrália, ser europeu é a regra e não a excepção!


Vista do terraço do hostel



Sábado, 27 de Maio:

Depois de acordar cedo para aproveitar o dia e de termos tomado pequeno-almoço no hostel, decidimos passar na agência turística que tem gabinete na recepção do hostel para pedir conselhos para amanhã: embora toda a gente fale de sunshine coast, as fotos retratam um sítio normal e não sabemos se vale a pena ir lá. Ao falar com o rapaz da agência, acabámos por mudar os planos e comprar bilhetes para um day trip a Moreton Island com kayaking, snorkeling e stand up paddle.

Tudo resolvido, saímos do hostel em direcção a Southbank, uma área moderna de Brisbane com uma praia artificial e piscinas públicas (e grátis!) perto do rio. Depois de uma agradável caminhada por Southbank em que passámos por coisas tão distintas como mercados de rua, templos budistas e hortas hipsters comunitárias, chegámos à coisa mais distinta a que podíamos chegar e que nos fez o dia: no meio das rochas à beira rio, alguém deixou todos os preparativos de um casamento completamente abandonados.










Milhares de fotos tiradas, seguimos para Kangaroo Point onde parámos para comer um gelado (o magnum double caramel ainda existe na austrália!!!).
A voltar para trás, decidimos ver os mercados e ainda acabei por comprar uma camisola maravilhosa com um coala entediado.

Já cansadas, voltámos para a zona das piscinas, metemo-nos em fato de banho e... adormecemos. Embora o plano inicial era dar um mergulho, o sol a bater e a música de fundo fizeram-nos adormecer.

Vista de Kangaroo Point
Depois de um banho refrescante para esquecer o calor que apanhámos durante o dia (isto é o ""inverno"" de Brisbane!!), fomos a um restaurante comer um hamburguer e uma cerveja por $10, um preço bastante bom que eles têm para backpackers.

Às sete, como marcado no programa social do hostel, fomos para o terraço do hostel para a suposta "rooftop party". Que era composta por, exactamente, mais ninguém para além de mim e da Abby. Passado um bocado, juntou-se o Philip, da Alemanha. E, entretanto, foi-se juntando pessoal e o ambiente ficou agradável. No meio de um grupo maioritariamente francês, acabámos por falar mais com o Dave e o Youri (um inglês e um holandês) e um rapaz da Coreia do Sul cujo nome nunca chegámos a saber.
Embora tivéssemos de acordar às cinco e meia da manhã no dia a seguir, cedemos e começámos a ir rumo aos bares mas, a meio do caminho, decidimos que era má ideia e voltámos para trás.

Eu, o rapaz da Coreia do Sul, o Youri, a Abby e o Dave



Domingo, 28 de Maio:

Com o dia a começar às cinco da manhã, hoje foi dia de viajar para o paraíso. O plano? Apanhar um ferry para Moreton Island e passar lá o dia a fazer kayaking, snorkeling e stand up paddle. "Mas o que é Moreton Island?", perguntam vocês. É a terceira maior ilha de areia do mundo e tem uma barreira de barcos propositadamente naufragados, o que faz com que a concentração de peixes naquela zona seja exorbitante.

Vista aérea de Moreton Island, a zona dos barcos naufragados (a foto não é minha)

Uber chamado, lá fomos nós em direcção ao porto de Brisbane onde depois apanhámos o ferry para a ilha. Assim que chegámos (e porque ainda eram oito da manhã), estendemos as coisas na praia e ficámos a apanhar sol e a passar pelas brasas. Quando o sol já estava mais alto, decidimos ir dar uma volta pela ilha e ver as redondezas. Percebemos assim que estávamos numa zona pertencente a um resort que é estritamente patrulhada e, por isso, não está completamente cheia de turistas.
Depois de uma caminhada desde o resort até aos barcos naufragados em que vimos mil e uma estrelas do mar, aproveitámos e subimos uma montanha de areia no caminho para ter uma vista da ilha mais abrangente.





Assim que chegámos, fomos requisitar os kayaks para ir dar uma volta. E, apesar de o nosso pacote só incluir uma hora de aluguer de cada um dos equipamentos, eles disseram imediatamente que poderíamos ficar com as coisas o tempo que quiséssemos e até sugeriram que levássemos o equipamento de snorkeling ao mesmo tempo para podermos aproveitar ao máximo.
Chegadas à zona dos barcos com a nossa canoa, o plano era deixar a canoa na areia e ir fazer snorkeling ao lado e dentro dos barcos. No entanto, assim que tentámos nadar, fomos completamente arrastadas pela corrente e vimos que este plano não iria resultar. Assim, a fazer turnos de quem ia para dentro de água e quem ficava na canoa, lá conseguimos arranjar um meio termo bastante trabalhoso pois implicava várias entradas e saídas da canoa com várias ameaças de virar tudo.




Depois de duas horas a descobrir os peixes maravilhosos e a apanhar sol na canoa, devolvemos o material, fomos para a praia descansar e almoçámos. Sesta obrigatória feita, lá fomos pedir o equipamento para fazer Stand Up Paddle (ou pelo menos tentar). Sempre a cair quando me tentava meter de pé, só passado quinze minutos encontrei uma posição de equilíbrio, no entanto, bastante instável, enquanto a Abby remava como se não fosse nada.

Mas como tudo o que é bom tem um fim, depois de devolvermos o equipamento de SUP tivemos de ir a correr para o ferry, onde já estava tudo à nossa espera. Embora tenhamos tentado ver o pôr-do-sol no caminho de volta, acabámos as duas por adormecer e perder essa vista magnífica. Regressadas ao mundo real, lá chamámos um uber, voltámos ao hostel, tomámos banho e saímos depois para jantar.
Depois de um prato de esparguete alle vongole e de uma pizza margherita, voltámos para o hostel onde começámos a ver um filme mas tivemos de desistir a meio por causa do cansaço.






Segunda-feira logo de manhã a Abby volta para Wollongong mas eu ainda tenho o dia todo em Brisbane. Quais serão os planos?

Para quem está a pensar vir a Brisbane: depois de falar com vários australianos, tinha expectativas baixíssimas em relação à cidade. No entanto, apaixonei-me completamente e quero, de certeza, voltar em breve! Para além de ser uma cidade com ambiente de cidade mas sem confusão (por não ser assim tão grande), o tempo aqui é maravilhoso e isto é quase o pior que aqui têm (sendo que é quase inverno).

Até domingo!

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Quando é que começam as férias? (semana 13)

Estamos nas semanas mais preenchidas com testes e entregas e, por isso não há grande tempo livre para escrever o blog.
Muito atrasado mas aqui está ele!

Segunda-feira, 15 de Maio:

Segunda-feira, embora estivesse cheia de trabalho, decidi mascarar as obrigações com uma ida à cidade. Como para ser voluntário com crianças aqui é preciso um documento - Work With Children Check, decidi finalmente ir ao NSW service (uma espécie de loja do cidadão) e tratar do meu. Depois de imensa confusão gerada por ter dois apelidos mas nenhum nome do meio, lá consegui tratar da papelada e candidatar-me ao documento.
Como o tempo estava maravilhoso, aproveitei e fui a pé até ao centro comercial, onde aproveitei para fazer umas compras.

Quando cheguei a casa, já por volta das quatro, foi hora de ir para uma reunião para a qual me voluntariei (adivinhem só porquê). Chegada à sala cheia de comida maravilhosa, assim tive uma reunião de duas horas sobre o nível de vida nas residências e o que poderia ser mudado - como estão a construir um gigante edifício de residências novas para juntar à minha, andam a recolher feedback sobre como implementar as melhores regras e programas sociais. Para quem não sabe (e porque não sei se expliquei aqui), as residências onde vivo têm como base o bem-estar dos estudantes: apostando em programas diários de desporto, cultura, ambiente, etc.. e em actividades de grupo, a ideia é que não seja apenas mais um edifício com pessoas que não se conhecem. ´
Mal acabou a reunião (e depois de eu ter reclamado do facto de que não temos cortinas na sala de estar desde que nos mudámos e pelos vistos a nossa porta estava estraga e qualquer pessoa sem chave conseguia entrar), lá peguei no voucher de $20 no supermercado (o motivo que verdadeiramente me levou ali) e fui para casa estudar.



Terça-feira, 16 de Maio:

Terça-feira, logo depois da aula matinal de gestão e já a panicar com a falta de tempo, enfiei-me na biblioteca, onde tinha planeado passar o dia todo. Mergulhada em livros e pesquisas para me basear no meu essay de gestão, à hora de almoço fiz uma pausa e fui almoçar ao Pannizi, o café da biblioteca, com a Ciara (uma rapariga irlandesa que está cá) e uma amiga dela. Depois de almoço, juntou-se a Elisa e a Carola, que aparentemente também as conheciam, e começou a clássica conversa do "passou tudo tão rápido, quero ficar mais um semestre na Austrália" - se eu acho que isto está a passar incrivelmente rápido e acho que não vou ter tempo para fazer tudo o que quero, nem quero imaginar a situação delas!

Depois de uma tarde enfiada na biblioteca e já saturada do silêncio total, lá requisitei os livros necessários (atenção que, em portugal, nunca requisitei qualquer livro que fosse para os meus estudos!) e segui para casa. Horas e horas (e horas e horas!) depois, lá acabo o essay que tinha de escrever e olho para o relógio: oito da manhã. Como dois dos livros têm de ser entregues antes das nove da manhã, lá tive eu de tirar o pijama, vestir qualquer coisa decente e ir até à biblioteca entregar os livros. Chegada a casa, direitinha para a cama.



Quarta-feira, 17 de Maio:

Explicada a situação da madrugada de quarta-feira, dormir o dia todo foi uma resposta razoável. Ainda na ronha, lá fui eu relembrada da promessa que tinha feito: como o trabalho já estaria entregue, quarta-feira ia sair com a Abby e a Bec, para aproveitar uma das últimas quarta-feiras australianas da Abby. Assim, a ferros, lá saí da cama e preparei-me para ir sair.

Depois dos clássicos pre-games em casa, seguimos para o The Grand - o clássico bar das quarta-feira - onde nos encontrámos com as americanas e um grupo de americanos que está em wollongong de passagem - sendo que uma das raparigas namora com um dos rapazes do grupo.
Já fartas de estar no bar, seguimos então para casa, onde se seguiu uma sessão de pão de alho e pizza, a tradição adoptada recentemente para depois de qualquer saída à noite.


Eu, Abby e Bec




















Fui o Bruno durante o Celebrity's Heads!

Eu, Conna, Abby e Bec no The Grand


Eu, Bec, Abby e Ang



Quinta-feira, 18 de Maio:

Depois da aula práctica de ENGG440 onde houve mais um debate, segui para casa para fazer uma sesta. Revistas as prioridades, acabei por faltar à aula teórica de MGNT110 para continuar a repor o sono mas, às quatro e meia, lá tive de ir à aula prática de AUST101.
Acabado o dia de aulas, fiquei com a Ana, que acabou por ir um bocadinho lá a casa (ela vive no andar de cima) para conversar.


Sexta-feira, 19 de Maio:

Finalmente chegou o melhor dia da semana! Com sessão de voluntariado marcada com o AIME - australian indigenous mentoring experience - para a manhã toda, lá segui para o Novotel (que deve ser o único hotel de Wollongong) sem saber o que esperar. Depois de uma mini introdução ao programa e aos nossos deveres, lá conhecemos os miúdos com quem iríamos trabalhar: ficando com o grupo do décimo-primeiro ano, o objectivo do dia era ajudá-los a descobrir métodos de estudo mais eficientes, fazê-los pensar no futuro e ajudá-los com dúvidas específicas.
Nervosa com a primeira interacção com os miúdos, mal falei os papéis inverteram-se e o Jake é que foi o meu mentor! Depois de me ter ouvido a dizer uma única palavra, o Jake (miúdo aborigene do 11º ano) ficou maluco com o facto de eu ter sotaque e arranjámos logo tema de conversa.

Depois de uma manhã de pouco trabalho e muita comida (aparentemente todos os dias de mentoring com o AIME têm sempre pequeno-almoço e almoço de hotel), segui para casa, onde só estava a Bec, e ficámos a ver séries e a fazer sesta na sala.

Às oito, hora de jantar normal (ou até demasiado cedo!) em Portugal mas já tardia cá (e já me habituei a estas horas), apanhei o autocarro e segui para Campus East, onde ia jantar a convite das italianas.
Depois de uma explicação sobre a qualidade das residências e o facto de partilharem uma cozinha com cerca de 100 estudantes (uma não muito maior do que a que eu e os meus quatro colegas de casa partilhamos) e de mesmo assim pagarem renda mais alta do que nós, foi hora de jantar. Com uma garrafa de vinho, uma pratada de massa e a companhia da Elisa e da Carola (italianas), da Franziska e da Ines (suíças) e do Bryan (taiwanês), assim se passou uma boa noite com direito a jantar e a jogos de bilhar, ping pong e air hockey, em vez da discoteca que era o plano inicial.

Depois de chegar a casa, consegui finalmente reflectir na manhã que tive: embora tivesse expectativas relativamente altas em relação ao programa, achei que a organização foi fraquinha e que foi uma perda de tempo para os miúdos, que não se mostraram muito empenhados ou interessados no que quer que lhes estivéssemos a dizer.

Aime Mentoring Day



Sábado, 20 de Maio:

Depois de uma corrida à volta do campus em que me surpreendi por estar relativamente cheio a um sábado, hoje foi dia de coisas práticas: lavar roupa, lavar lençóis, aspirar e fazer as minhas limpezas semanais.

Ao final da tarde, chegou a Jess de Canberra (onde passou a semana toda porque ia ter uma operação) e tivemos jantar todos juntos (uma meat pie maravilhosa que ela trouxe do restaurante mais famoso da área).
À noite, embora eles fossem todos sair, fiquei por casa para descansar e conseguir acordar cedo no dia seguinte.


Domingo, 21 de Maio:

Embora tivesse uma caminhada planeada para de manhã, como não consegui dormir nada durante a noite, acabei por desmarcar e ficar a descansar.
À tarde (já a sofrer com falta de mantimentos), eu e a Jess seguimos para FigTree, um centro comercial perto de Wollongong, onde costumamos ir fazer as compras por ter Kmart, Target e um mercado de vegetais barato.

Mantimentos e energias repostas, comecei então a estudar para a semana seguinte: teste final de ENGG461 na terça e de ENGG440 na quinta!


P.S.: As semanas seca de estudar e dormir estão quase a acabar! Em breve os meus posts voltam a ser viagens, festas e felicidade!

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Chegámos ao topo da Austrália! (week 12)

Mais uma semana se passou, mais um post no meu blog para os poucos que continuam a seguir as minhas aventuras!

Segunda-feira, 8 de Maio:

Segunda foi dia de regressar ao trabalho. Depois de aproveitar a manhã para dormir, à tarde passei o tempo todo enfiada no quarto a tentar descobrir como funciona o Prezi e a preparar a apresentação de grupo para o dia a seguir.

Foi também neste dia que descobrimos que já somos adultos. Como? A felicidade quando recebemos um aspirador novo. Depois de ter enviado uma foto abraçada ao aspirador a todos os membros da casa, fui a correr aspirar o quarto e fiquei fascinada com a qualidade do novo electrodoméstico - percebemos que, se nos queixarmos muito do que temos aqui em casa, os responsáveis pela manutenção trocam as coisas facilmente (com uma desculpa de que caio constantemente da cama, estou agora à espera de uma maior!).

Terça-feira, 9 de Maio:

Acordada logo de manhã para treinar a minha apresentação, saí também relativamente cedo por causa de uma venda de panquecas (embora tenha resultado num coração partido porque quando lá chegámos já não havia nada).

Depois de almoçar numa correria, segui para uma sala de estudo para me encontrar com o resto do grupo e revermos todo o nosso trabalho. Muito hesitantes se deveríamos ir beber uma cerveja ou não antes da apresentação para ajudar com os nervos, entretanto o professor chegou e não tivemos oportunidade para isso (embora a Karri e eu estivéssemos muito inclinadas para ir à mesma).
Com o tempo contado para apanhar um comboio às 16.39, depois da apresentação a turma toda ficou sééculos a fazer perguntas (achando que nos estavam a ajudar porque também somos avaliados em como respondemos às perguntas) e só acabámos a apresentação toda às 36. Tive de desistir então da ideia de apanhar o comboio para sydney de forma a ver o concerto grátis do Milky Chance em Bondi Beach e limitar-me a cervejas no unibar - para celebrar o final da apresentação, o Steve, o Blake, o Fan, o Craig, a Karri e eu fomos beber umas cervejas enquanto nos conhecíamos melhor (para a próxima o Craig já não se esquece do nome do Blake quando nos estiver a apresentar à turma).

Chegada a casa e com necessidade de descanso, a Abby e eu aproveitámos para ver mais dois episódios da série que andamos a ver agora - Dear White People.
Acabados os episódios, fizemos panquecas para toda a gente cá em casa, ideia que foi bastante bem recebida por todos.
Depois de atacar todas as panquecas, estivemos a escrever frases parvas ou icónicas que tenhamos dito ao longo do semestre e colar na parede, de forma a tentar arranjar uma decoração barata e divertida.


Quarta-feira, 10 de Maio:

E chegou o tão esperado dia da semana! Dia das noites universitárias e, consequentemente, a nossa festa mexicana!

Depois de receber a maravilhosa notícia que a deadline do meu essay de MGNT110 tinha sido adiada, fiquei com o dia todo disponível para ajudar a preparar a festa! Assim, depois de almoço, a Abby, o Conna e eu seguimos para o Aldi, para reabastecer a nossa casa de tex mex e salsa. Compras feitas, seguimos para o centro da cidade para comprar mais sombreros, bigodes e ponchos.
Quando chegámos a casa, já a sala estava preparada para receber os convidados. Assim, depois de prepararmos o nosso jantar (que obviamente que tinha de ser nachos), fomo-nos arranjar e começar a receber os convidados. Sendo o primeiro o Brad (namorado da Bec que veio de Canberra só para a festa mexicana), entretanto chegou o Keegan (o meu buddy em Coimbra) e começou a chegar o resto. A meio da festa (e quando já nem dava para controlar quem estava cá ou não), conheci o Zé, o outro português que está a estudar em Wollongong. Assim, durante séculos à conversa, trocámos as nossas impressões sobre a universidade, o ambiente e o alojamento, assim como viagens na Austrália e dicas do que fazer.

Às dez e meia, veio um student leader avisar que o party bus tinha chegado e, assim, começámos todos a sair. Numa correria para tirar os sombreros, ponchos e bigodes, lá fomos nós rumo ao autocarro. Como é quarta-feira, seguimos todos para o the Grand, um bar gigante onde encontramos sempre toda a gente que conhecemos.
À uma e meia lá apanhámos o autocarro de volta, fomos buscar pizzas ao congelador e fomos cear para a cave do novo edifício de KB, eu, a Melissa, a Jess e a Ana.

36 versão mexicana!


Quinta-feira, 11 de Maio:


Com muito esforço, lá fui eu às oito e meia rumo à aula teórica de ENGG440. Depois de uma aula quase vazia, foi hora de uma quase tão vazia prática da mesma disciplina. A começar com um debate da terceira equipa sobre a importância do conhecimento de estratégias de gestão na aplicação de projectos de engenharia, a segunda parte da aula já foi sobre matéria que sai para o teste e, consequentemente, foi hora de tentar estar com atenção.

Depois de vir a casa almoçar e de uma conversa sentadas na cama da Jess, acabámos por adormecer e fazer uma sesta de uma hora antes da próxima aula - AUST101. Uma hora depois e passado uma aula completamente irrelevante, lá voltei a casa.

Ao final da tarde, a Laylah, a Jess, a Bec, o Brad e eu seguimos para o Eat Street Market, o festival de comida internacional que organizam todas as quintas no centro de Wollongong. Depois de uma limonada que custou quase tanto como uma refeição em Portugal, lá voltámos para casa.


Sexta-feira, 12 de Maio:


Sexta-feira, depois de uma correria de duches e de fazer malas ao calhas, lá nós encontrámos todos às 8.45 no estacionamento, prontos a seguir viagem. Com a nossa carrinha de 8 lugares e disposição em altas, a Laylah, o Conna, o Markus, a Abby, a Melissa, a Rachel, o Calvin e eu lá seguimos viagem rumo às Snowy Mountains.

A primeira paragem, Goulburn, foi onde aproveitámos para tomar pequeno almoço e, como é óbvio, ver o The Big Merino - que não é nada mais, nada menos, do que uma escultura de um carneiro gigante (o maior do mundo!) e que faz esta aldeia famosa. Selfies tiradas e postais comprados, lá seguimos viagem.






A segunda paragem, Canberra, foi onde descobrimos uma das melhores hamburguerias a que já fomos - a Grease Monkey. Depois de repormos energias, seguimos para o memorial da Guerra e, apesar de ser a segunda vez que estou em Canberra, vi realmente o que a cidade tem para oferecer (da primeira vez que viemos andámos de carro pela cidade, a Jess apontou-nos as principais atracções e seguimos viagem). Depois de uma grande explicação sobre as duas guerras mundiais e a participação da Austrália nelas, seguimos para o Parlamento, onde ainda tivemos a oportunidade de entrar num public hearing em que um dos deputados esteve 5 minutos numa luta com a siri e o controlo por voz.



War Memorial - um memorial a todas as guerras em que a Austrália esteve ou está envolvida

Roll of Honour - nos dois corredores está uma lista de todas as pequenas cujas mortes foram causadas por guerras e, em frente, há um buraquinho onde se podem meter estas flores vermelhas

Calvin, Rachel, Markus, Conna, Melissa, Abby, eu e a Laylah


Canberra visitada, lá seguimos viagem. Depois de horas na estrada e de uma breve visita a um bar onde o Conna trabalhou, lá chegámos à terceira (e última) paragem do dia; Lake Jindabyne. Numa luta para descobrir onde era o nosso AirBnB, lá chegámos e descarregámos as malas.
Depois de uma rápida ida ao supermercado para comprar mantimentos, lá fizemos o jantar e fomos descansar para o longo dia que se seguia.

Sábado, 13 de Maio:

Acordados às seis da manhã com a Laylah a cantar Avé Maria pela casa, metemos camadas e camadas de roupa e seguimos para o lago. Embora a morrer de frio, tivemos uma vista espectacular do nascer do sol enquanto fazíamos ovos e panquecas para o pequeno almoço.


Nascer do Sol no lago Jindabyne


Às sete e vinte, lá seguimos viagem rumo a Thredbo - uma vila conhecida pela estância de Ski -, com ideias de começar a caminhar mal chegássemos. No entanto, quando chegámos, ainda estava tudo fechado. Assim, enquanto congelávamos um bocadinho, lá tivemos a analisar os mapas das possíveis caminhadas e decidimos fazer o Monte Kosciuzsko, a maior montanha da Austrália.

Depois de comprarmos os bilhetes e subirmos até um certo ponto numa telecadeira, lá começámos a jornada. Embora seja um caminho relativamente fácil, a caminhada ainda foi bastante longa e o frio não ajudou. Assim, quando chegámos, ainda tivemos a descansar um bocadinho no ponto mais alto da Austrália antes de voltar para trás.
Com vistas espectaculares que ainda devem ficar melhores com neve, esta caminhada matinal foi a melhor maneira (e inesperada!) de começar o dia.

Eu no início da caminhada, sem saber o frio que me esperava

O grupo todo no ponto mais alto da Austrália - Mount Kosciuszko 







Assim que voltámos a Lake Jindabyne fomos apanhar a Laylah (que não nos acompanhou na caminhada) e seguimos para o Wild Brumby, uma destilaria austríaca no meio do nada. Depois de um maravilhoso wiener schnitzel acompanhado de uma cerveja alemã e seguido de um delicioso (delicioooooso!) sticky-date pudding (a melhor coisa da gastronomia australiana até agora), tivemos direito a um Schnaps tasting - embora na verdade um schnaps seja aguardente, aqui os que vendem têm cerca de 18% de álcool que quase nem se sente com o açúcar - e a provar o premiado Gin típico da destilaria.

Chegados a casa já no final da tarde, eu e a Abby fomos a correr em direcção ao lago numa tentativa (falhada) de conseguir ver o pôr-do-sol no lago.
Acompanhados da segunda semi-final da Eurovisão, lá jantámos todos juntos e, embora todos tenham ido beber uma cerveja a um bar, eu e a Abby acabámos por ficar em casa a ver Frozen.

Domingo, 14 de Maio:

Acordada às oito da manhã por ter adormecido, assim que fui para a sala liguei a televisão e fiquei pasmada com o resultado. Portugal a ganhar a Eurovisão. Como alguém que vê o festival todos os anos e sem qualquer pinga de orgulho nos últimos "artistas" a representar Portugal, lá fiquei agarrada ao ecrã até ao final dos votos, toda arrepiada. Tinha de ser este ano que descobrimos que temos maravilhas como os irmãos Sobral e arrasamos o concurso. Logo este ano que não estou aí para celebrar ou para ver o concurso com a minha família.

Depois de obrigar todos os meus amigos a ver a actuação do Salvador e da Luísa, seguimos para o "centro" de Jindabyne para um café (embora a vila seja tão pequena que o centro é basicamente a vila inteira). Numa visita pela vila, aproveitámos também para ir para uma zona aberta para o Conna experimentar o boomerang que comprou ontem (e, como era de esperar, não conseguir que ele voltasse para trás).
Passámos também em Cooma, outra vila pequenina, onde fomos ver uma exposição sobre o Snowy Hidro - um projecto de engenharia para aproveitar os recursos hidráulicos para gerar energia (que, não sei como, deu direito a um museu com souvenir com fotos das estações eléctricas e das barragens).

Já a caminho de casa, parámos em Canberra para um almoço rápido no centro comercial. Depois de ouvir óptimas coisas em relação ao Zambreros, um fast food de burritos, eu e a Abby lá fomos experimentar (e ficar desiludidas). No centro comercial encontrámos também o Brad e, mais tarde, a Bec.
Energias repostas, lá seguimos viagem para Wollongong e, como não adormeci durante a viagem toda, vi pela primeira vez os famosos cangurus mortos à beira estrada: aparentemente é normalíssimo ver cangurus mortos à beira das estradas australianas e na nossa viagem de ida já tínhamos passado por uns cinco.

Assim que chegámos a Wollongong, o tempo piorou repentinamente e fomos todos a correr para casa. Malas desfeitas e com o domingo a chegar ao fim, assim acabou a nossa viagem do fim-de-semana e amanhã volta a vida real de escola e trabalho!




Com esta semana faz então 3 meses que estou na Austrália. O tempo está a correr num instante e daqui a nada a Abby e o resto dos estudantes de intercâmbio vão embora. Para aproveitar ao máximo os últimos tempos dela cá, já andamos a planear festas havainas, viagens e jantares!
Agora vou-me deitar que aqui já são três e meia da manhã e amanhã é dia de começar a escrever o meu essay. Beijinhos a todos os que aguentaram e leram isto até ao fim!


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Trabalhos, trabalhos e mais trabalhos - com alguns testes à mistura (week 11)

Mais uma semana se passou e eu continuo viva! Afinal as histórias que se ouvem sobre a Austrália não são assim tão reais.
Bem, não estou 100% viva, estes trabalhos para a universidade andam-me a matar!

Segunda-feira, 1 de Maio:

Como esta semana é a doer, segunda-feira foi dia de estudar. Rumo à biblioteca logo de manhã, eu e a Jess passámos o dia a adiantar trabalho e prepararmo-nos para o que aí vem.

A meio da tarde, marquei um encontro com uma estudante da universidade e, por $40, comprei a minha primeira polaroid!

À noite reuni-me com a Laylah, o Conna, o Markus, a Abby e a Melissa e estivemos a combinar o fim-de-semana que vem: como o Conna e a Laylah vêm das Snowy Mountains, estamos a organizar uma viagem para lá, onde nos vão mostrar a zona e a maior montanha da Austrália. Embora não seja um sítio super conhecido fora da Austrália, estou super entusiasmada com esta visita e a adorar o empenho que eles estão a ter para ter a certeza que aproveitamos o máximo daquela zona!

Terça-feira, 2 de Maio:

Como tinha teste à tarde, depois da aula de MGNT110 das oito e meia fui para a biblioteca acabar o meu estudo de ENGG461. Desta vez, em vez de ir para o barulhento nível 2, acabei por ir para o silencioso nível 1. Sim, aquele em que te sentes mal ao tossir porque estás a disturbar o resto do pessoal. Esse mesmo.

Para o almoço, juntei-me à Bec e fomos comer os típicos wedges (aparentemente chamadas cunhas de batata em português) com sour cream e sweet chilli - clássica comida que se pede no UniBar e que até está na minha lista de 50 coisas a fazer enquanto estou aqui.

Depois de almoçar, juntei-me ao grupo com quem vou apresentar o trabalho de project management para acabar o estudo para o teste e discutir potenciais perguntas e soluções.  
Teste feito, chegou a hora de finalmente descansar um bocado. E nem isso deu para muito. Logo depois de jantar, eu, o Jake e o Denver reunimos na biblioteca para discutir a nossa estrutura do debate de quinta-feira e partilhar algumas opiniões.

Assim que cheguei a casa, foi altura de fazer a minha primeira sopa desde que me mudei para aqui. Depois de um drama para encontrar um tacho suficientemente grande e uma varinha mágica (que não encontrei e tive de usar um processador de comida), lá fiz a sopa enquanto todas as minhas colegas de casa anunciavam o facto à família de forma a parecermos saudáveis e responsáveis (mal sonham eles que eu e a Jess comemos um prato de nachos logo a seguir).

À noite, lá acabei de estudar o material necessário de MGNT110, fiz o teste online e fui dormir. 

Quarta-feira, 3 de Maio:

Na véspera do dia menos esperado de todo o meu intercâmbio aqui na Austrália - o debate de ENGG440, passei o dia todo trancada no quarto a pesquisar informação sobre universidades do top mundial e a preparar os meus pontos. 
À noite, depois de um encontro com a equipa do debate toda (tanto o lado a favor como contra) em que estivemos a rever os pontos de cada um e a garantir que ninguém ia apanhar a outra equipa de surpresa com um argumento novo, lá vim para casa escrever todo o meu discurso e preparar-me para destruir a equipa oposta no dia a seguir.




Quinta-feira, 4 de Maio:

Depois de uma noite terrível (e previsível) por causa dos nervos, chegou o dia tão pouco esperado. Uma hora antes da aula, lá fomos para uma sala na biblioteca para treinar todas as partes uma vez e para nos familiarizarmos com os ataques uns dos outros. Tudo ensaiado, lá foi a equipa de seis quase engenheiros todos bem vestidos (menos um deles que, embora tenha sido o primeiro a sugerir irmos bem vestidos, resumiu-se a umas calças de ganga com buracos não propositados e uma camisola de um clube mecatrónico demasiado justa e velha) rumo ao nosso primeiro debate.
Numa discussão com um inglês meio atrapalhado graças aos nervos, lá apresentámos o nosso debate ao resto da turma.
No final, numa ronda de perguntas e feedback, a turma decidiu que o meu lado do debate ganhou (concordando, portanto, que a UOW tem a estratégia correcta para chegar ao top 1% de universidades mundiais) e a professora elogiou um dos meus argumentos usados, dizendo que foi o melhor utilizado durante o debate e que a equipa adversária não respondeu por não ter defesa para isso.

À hora de almoço, numa tentativa de encher os nossos armários sem nos custar os olhos da cara, eu e a Abby seguimos para o Aldi. E, mais uma vez, fomos confrontadas com as ridículas regras australianas relativas a álcool: a Abby, quando estava a pagar uma garrafa de vinho, teve de mostrar o passaporte dela; e quando a funcionária me viu, embora eu estivesse a fazer uma compra separada, também me pediu o meu; como não tinha o meu passaporte comigo mas apenas a minha carta de condução (que tem a minha data de nascimento e é o que tenho usado para entrar em todos os bares!!), recusaram-se a vender a garrafa à Abby.

À tarde, numa preguiça envolta em procrastinação, vi o documentário sobre a Amanda Knox - Eu sei, eu sei, haverá melhor documentário para ver enquanto estou de intercâmbio do que este?
Depois da aula prática de AUST101, e embora eu e a Ana tivessemos combinado trabalhar juntas no essay, acabei por voltar para casa e, passado uns minutos, já tinha sido convencida a ir sair pela Abby e pela Bec.
Assim, depois de uns pre-games que incluíram o jogo de ter papel com o nome de uma pessoa na testa e ter de descobrir quem é (sugiro escrever o nome da própria pessoa ou de Jesus, ambos vão dar perguntas engraçadas), lá fomos comemorar o cinco de maio num restaurante que de mexicano só tinha os sombreros comprados na loja dos chineses.

Eu, a Abby e a Bec na nossa típica polaroid antes de sair


Quando chegámos a casa, seguimos para a cave do novo edifício de Kooloobong e metemos pizzas no forno. No meio da alegria de ter uma pizza quentinha depois de uma noite de discotecas, obriguei as minhas colegas de casa a prometer-me que teríamos sempre uma pizza como opção no congelador.

sexta-feira, 5 de Maio:

Sexta-feira, para recuperar de todo o sono perdido ao longo da semana, foi dia de dormir até tarde. Mas, contra a minha vontade, à hora de almoço lá tive de ir para a aula teórica de ENGG461 porque era obrigatória. Num auditório nunca antes visto tão cheio, vi muitas pessoas pela primeira vez na vida, embora seja quase o final do semestre e este seja o único horário para esta aula.

Depois das duas horas mais entediantes da minha vida, eu, a Jess e a Abby seguimos para a loja de merchandising da universidade, onde fomos aproveitar os nossos vales de desconto e comprámos camisolões a dizer "UOW".
Agasalhos comprados, seguimos para o UniBar para usar o nosso vale de desconto num hamburguer de frango e comprar as clássicas wedges.

À noite, reunidas na cama da Jess (como ela é incrivelmente alta, a Jess preencheu um pedido para receber uma cama maior e, agora, tem a melhor cama de casa, fazendo do quarto dela o novo lugar comum da casa), eu, a Abby e a Jess começámos a ver a série do Netflix: Dear White People.

Sábado, 6 de Maio:

Embora tenha combinado ir a um beach clean up logo de manhã, o sono falou mais alto e o meu amor pela minha cama também. Assim, quando acordei e finalmente comecei a ser produtiva, comecei a trabalhar no meu essay de AUST101 e a ver todos os requisitos para o mesmo: analisando três artefactos culturais, o objectivo do essay é demonstrar como é que a identidade nacional muda ao longo do tempo.

À tarde, depois de termos combinado fazer uma Mexican Party aqui em casa na próxima semana, a Jess chegou cheia de decoração e energia. Assim, com os nossos sombreros na cabeça, eu e a Jess estivemos a preparar toda a sala para a próxima quarta feira, piñata incluída. Foto tirada, evento criado, pessoal convidado - que venha quarta-feira!

Eu e a Jess na foto utilizada para divulgar o evento entre os nossos amigos


Domingo, 7 de Maio:

Bem, e chegou o dia mais excitante desta semana!

Depois de duas horas de sono, lá acordei às quatro e meia da manhã com a Abby a bater-me à porta do quarto: eu e a ela, numa atitude muito masoquista, juntámo-nos a um grupo de pessoal de Wollongong numa caminhada para ver o nascer do sol. Assim, depois de nos prepararmos fisica e mentalmente para a aventura em que nos metemos, às cinco da manhã apanhámos boleia do Andrew (um rapaz que não conhecíamos mas que se disponibilizou para nos dar boleia) e lá seguimos para o monte Ousley.
Ainda de noite, encontrámo-nos com o resto do grupo e, sem ver bem o caminho, seguimos para o topo do monte, mais precisamente para Brokers Nose, onde ficámos para ver o nascer do sol.




Uma fotografia romântica de mim e da Abby a ver o nascer do sol em Brokers Nose

Depois de mil e uma fotos e de uma vista magnifica, voltámos para o parque de estacionamento, onde nos despedimos do pessoal que não ia continuar a caminhada. E, depois de planearmos o próximo destino, seguimos de carro para o Penrose Park, onde a Laani fez um barbeque surpresa para todos.
Energias repostas, seguimos numa viagem de carro pelo parque e, mais tarde, deixámos os carros para trás e metemo-nos num verdadeiro bushwalk - a caminhar no meio do mato, sem qualquer caminho definido, assim nos perdemos durante umas horas (mas sempre acompanhados de sanguessugas). Foi nesta caminhada também que conheci o Fernando, um brasileiro que está a viver em Sydney há três anos mas que passa a maior parte do seu tempo em Wollongong.


Eu e a abby!


Muito esforço depois, sapatilhas cheias de lama e depois de escalarmos uma rocha, lá encontrámos os carros e partimos rumo a casa. Chegando a Wollongong às 15h, isto fez esta aventura demorar 10h.

A Abby, eu, o Luke, o Andrew, o Fernando e o Mathew. À frente a Laani, a Stacey e mais duas raparigas cujos nomes não sei

Assim que tomei um banho, e já a stressar por causa do tempo perdido durante a manhã, isolei-me no meu quarto a escrever o meu essay de Australia101 e a tentar adiantar algum trabalho de project management. 
Numa noite longa devida ao essay e ao cortejo da queima das fitas que fiz questão de ver em direto, só me fui deitar às 6 da manhã, fazendo com que tenha feito uma direta sem querer.


Missão da próxima semana: tentar descansar tudo o que não descansei nesta! E Mexican Party!


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